Por: Ryath (Inspirado pelos Mentores Espirituais e pesquisado)
Segundo a antiga religião egípcia, o ser humano é formado por diversas instâncias, que são:
Khat – O corpo humano.
Ka – A energia vital, da qual podemos constatar que essa instância também é ensinada no Misticismo, no Esoterismo e no Espiritualismo atualmente.
Um corpo físico só pode funcionar se possuir energia vital, pois ela o movimenta e também possui necessidades.
Ba – A personalidade, composta pelas emoções e pelo intelecto.
Akh – A divindade que existe em nós, luminosa por natureza.
Podemos notar que essa instância também é ensinada no Espiritualismo atual, em diversas escolas, religiões e filosofias.
Todos temos uma porção divina, que é eterna e imortal, assim como Hórus ou Deus, que retira uma parte de Si mesmo para criar a vida, da mesma forma que toda a realidade é criada por Sua energia.
A nossa divindade interna realiza a união entre o Ka e o Ba, que são a energia vital e a personalidade.
Sah – É uma parte do Khat. Quando ocorre o falecimento, acreditava-se que essa parte do ser humano poderia retornar e assombrar os vivos.
Khaibit – É a sombra.
Sabemos hoje que a sombra não faz parte do ser humano, mas é uma consequência dos objetos que ficam diante da luz, reduzindo sua intensidade e formando uma área escura.
Os egípcios, apesar de muito avançados espiritualmente e no conhecimento da magia, viviam em uma época de grande limitação científica quando comparada à atualidade, o que também os levava a cometer alguns erros.
Inclusive, o horóscopo egípcio também apresentou alguns equívocos quanto aos dias dos signos.
Hoje sabemos o que é a sombra, mas os antigos egípcios acreditavam que ela acompanhava constantemente os seres humanos e fazia parte deles. Era uma interpretação interessante, porém incorreta da realidade.
Isso não elimina os acertos e as semelhanças que a antiga religião do Egito apresenta, nem demonstra que ela seja falsa, mas apenas que era passível de erros. Todas as religiões podem apresentar imperfeições e limitações em relação à verdade; algumas sem intenção, e outras, segundo esse entendimento, de forma intencional, para conquistar adeptos ou combater crenças concorrentes.
Ab – É o coração, considerado a sede das emoções e dos pensamentos, estando ligado ao cérebro, o que não é nenhum absurdo, apesar de poder parecer o contrário.
Assim como meu mestre me ensinou, e como falamos bastante neste site, o coração espiritual é a fonte da sabedoria e do bem, podendo fornecer qualquer informação que desejarmos.
É como ensina um grande mestre egípcio da humanidade: "A mente mente continuamente, mas só o coração sabe o que é verdade."
Assim, é importante treinarmos a escutar o coração. Neste site ensinamos isso na seção O Caminho do Coração e também nas Mandalas para Escutar o Coração.
O coração é o caminho da evolução, a sede do bem e a origem da bondade.
Segundo os egípcios, o coração carrega informações desta vida e também de vidas anteriores.
Os egípcios acreditavam na reencarnação.
Sekhem – É o poder que vem dos deuses, concedido por meio de iniciações e esforços.
O Sekhem é controlado pelo Akh, que é nosso ser imortal e infinito.
Sahu – É um aspecto do Akh que aparece em sonhos como um fantasma, trazendo justiça e também avisos.
O Sahu também vem para trazer o julgamento de Osíris, que, geralmente, serve para conduzir a pessoa à decisão sobre um castigo ou uma consequência.
As Instâncias e a Vida Após a Morte
Quando o ser humano morre, perde o corpo físico.
Com o falecimento, a energia vital, ou seja, o Ka, vai embora, a não ser que seja realizada a mumificação, que ajuda a preservar essa energia vital, da qual o falecido poderá precisar após a morte.
Já o Ba, que representa a personalidade, deixa o corpo.
O Ba é representado por um pássaro com cabeça humana e parte após a morte.
Muitas escolas espirituais ocidentais ensinam que a personalidade muda de uma vida para outra. É como um corpo que troca de roupa a cada existência. Segundo esse entendimento, existem muitas vidas, mesmo após a iluminação, pois existem outras dimensões.
Segundo os egípcios, quando uma pessoa morre, seu Ba deixa o corpo apenas para encontrar o Ka no pós-morte.
Também segundo os egípcios, quando morremos, nosso coração é pesado para verificar se é mais leve do que uma pena. Caso isso fosse comprovado, o ser humano poderia viver no paraíso e seria considerado um iluminado.
A leveza do coração demonstraria um caráter muito bom, e o ser humano não precisaria mais reencarnar, pois isso ocorreria quando ele atingisse a iluminação, o Nirvana ou a Ascensão.





