Baruch Espinosa e o seu Espiritualismo

Por: Ryath
Baruch Espinosa, ou Spinoza, foi um holandês nascido na cidade de Amsterdã, em 1632.
Seu pai, Michel, queria que Baruch fosse comerciante, como ele, mas esse não foi o destino que despertou seu interesse. O que realmente o atraiu foram os estudos de teologia, filosofia, línguas e política, áreas nas quais se aprofundou.
Suas ideias foram consideradas ateístas, fato que resultou em sua excomunhão.
Por causa desse episódio em sua vida, decidiu deixar sua cidade natal e viver em diversas outras cidades de seu país, sustentando-se por meio do comércio e da pintura.
Foi expulso da comunidade judaica.
Foi convidado a lecionar em uma universidade, mas optou por dedicar-se à escrita de sua filosofia.
Espinosa não era ateu; possuía suas próprias teorias sobre Deus, segundo as quais Ele é a natureza e a harmonia de tudo.
Deus era transcendental, segundo seu pensamento, e também imanente.
Baruch estudou profundamente a Bíblia e afirmava que ela era interpretativa, e que as religiões não possuíam interpretações racionais para esse livro. Esse foi o motivo de sua excomunhão.
Espinosa também afirmava que a mente é parte do intelecto de Deus.
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O Espiritualismo de Baruch Espinosa
Espinosa enxerga Deus como transcendental, harmônico e como sendo todo o universo.
Para o filósofo que é tema central deste texto, Deus é a própria natureza, causa de todas as criações existentes.
Baruch estudou a Bíblia e ensinava que as obras religiosas eram interpretadas sem fundamento racional.
Espinosa também criticou a igreja por seus dogmas rígidos e por suas ostentações. Esse fato o levou à excomunhão.
A partir daí, passou a criticar a religião, a política e a filosofia. Essas áreas eram, para Baruch, influenciadas pela imaginação.
A filosofia de Espinosa não falava somente de Deus, mas também de ética, afirmando que, de acordo com o que o homem pensa, assim será sua maneira de viver.
Baruch tentou explicar a natureza racional de Deus, pois esse filósofo era racionalista.
Baruch dizia que a ordem no universo demonstra racionalidade. Ele estava interessado em descobrir um método racional que conseguisse chegar à verdade e em viver de acordo com uma maneira que trouxesse alegria e sentido para a vida.
Ele também defendia os direitos do homem.
A maneira de viver que interessava a Espinosa era aquela que permite desfrutar a vida, realizando, nesse ato, a perfeição da existência e a felicidade.
Espinosa afirmava que tudo está em fluxo, em constante mudança, e que aquilo que ocorre com o ser humano pode ser considerado bom ou ruim conforme a interpretação de nossa alma, de acordo com o que valorizamos e desejamos.
Somente uma maneira de viver que compreenda que tudo está em transformação e que interpretamos as vivências de acordo com nossos valores poderia diminuir uma grande carga de desejos. Isso é muito semelhante ao Budismo.
Não se trata de acabar com todos os desejos, mas com os supérfluos; não necessariamente com todos eles, mas com muitos daqueles que nos prendem à matéria, utilizando-a para fins positivos, ou seja, elevados psicologicamente ou espiritualmente.
Esse prazer que Espinosa incentivava seria aquele benéfico para a alma. Não seria um prazer que prende o ser humano à busca incessante da satisfação, pois, nesse caso, ele desejaria satisfazer-se continuamente.
Não se trata de fazer do prazer um objetivo em si mesmo, mas de buscar razões elevadas.
Não para viver em busca do prazer, mas do que é elevado.
Sobre o dinheiro e as honras, ensinava que eles só são úteis se contribuírem para a felicidade.
Podemos notar que Baruch não caía no fanatismo de abrir mão de todo o dinheiro, mas defendia utilizá-lo de modo positivo para a alma, que também possui necessidades.
Buscar dinheiro e honras sem um objetivo elevado lança o ser humano no vício de possuir essas coisas.
A alma também necessita ser feliz.
A maneira correta de viver em equilíbrio e de forma harmônica é estar em harmonia com a natureza, que, segundo Espinosa, é Deus.
Segundo a filosofia apresentada nesta página, Deus não é externo ao mundo, mas faz parte dele e, com sutileza, traz a ordem.

 

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