Por: Ryath
O Espiritismo ensina que, na evolução espiritual, a evolução física acompanha a espiritual. Segundo essa visão, primeiro somos minerais, depois vegetais, depois animais, depois elementais e, por fim, humanos. Nessa fase humana, estaríamos aprendendo a amar.
De acordo com essa teoria, na fase mineral o ser aprenderia a sensibilizar-se; na fase animal, a raciocinar; e, posteriormente, desenvolveria o amor na fase humana. Porém, nessa teoria reside um problema: os animais demonstram, muitas vezes, um grande amor. Um cachorro, por exemplo, pode dar a própria vida pela matilha ou por seu dono. Isso revela uma capacidade de amar muito profunda e sugere que existe algo a ser refletido nessa classificação.
Muitos afirmam que Allan Kardec, o codificador do Espiritismo, não era inicialmente um religioso, mas um pesquisador cético, cientista e ateu. Segundo essa compreensão, foi somente após investigar e buscar comprovar os fenômenos espirituais que surgiu a Doutrina Espírita. No Brasil, ela é fortemente associada ao Cristianismo e considerada uma religião; em outros países, porém, muitos a apresentam como uma ciência de investigação espiritual.
Sendo Kardec um cientista, muitos estudiosos dizem que ele também foi influenciado pelas teorias científicas de sua época, entre elas a Teoria da Evolução, que procura explicar a evolução dos organismos. Essa teoria é bastante contestada em alguns meios místicos e esotéricos, como a Gnose, por exemplo.
O Espiritismo é extraordinário em muitos aspectos, mas isso não significa que esteja livre de possíveis equívocos. Afinal, somente Deus é perfeito, e vivemos em um mundo onde o erro faz parte da condição humana.
Ao mesmo tempo, muitas pesquisas oferecem evidências sobre fenômenos relacionados à vida após a morte. O próprio Allan Kardec identificou e descreveu o fenômeno do animismo, demonstrando sua seriedade como pesquisador. Ainda assim, isso não torna ninguém totalmente imune a possíveis erros na mediunidade.
Certa vez, no programa Mensagens do Além, disponível em nosso site e em nosso canal no YouTube, perguntei ao Senhor da Luz Prateada se essa classificação da evolução espiritual estava correta. Segundo sua resposta, não.
Ele afirmou que os cachorros amam e que os animais e as plantas são seres plenamente desenvolvidos dentro de suas próprias naturezas.
Também ouvi, em uma aula de Psicologia, a ideia de que os animais já são seres completamente desenvolvidos.
Acima do físico existe o espiritual; acima do materialismo existe o espiritualismo. E, nessa compreensão, é o amor — e não a condição física — que define a verdadeira evolução dos seres.
São reflexões e possíveis erros que nós, seres humanos, podemos cometer ao tentar compreender a realidade.





