Por: Ryath
Os Exus são protetores, assim como os Protetores do Dharma. O próprio nome já indica essa função.
No Budismo Esotérico, ensina-se que esses seres assumem formas monstruosas e que, nas meditações ritualísticas, quando os visualizamos com essas aparências aparentemente negativas, o que ocorre é a libertação de nossas próprias negatividades. Assim, tomamos consciência de nossa vaidade, orgulho, inveja, ciúmes, rancor, raiva, medo e de outros aspectos internos.
Na Psicologia Junguiana, a sombra representa conteúdos mentais que consideramos inaceitáveis: partes de nós mesmos que desconhecemos e que permanecem guardadas no inconsciente, região da mente onde estão elementos inacessíveis à consciência.
Porém, quando identificamos esses conteúdos que desconhecemos em nós mesmos, ampliamos nossa consciência e, consequentemente, nosso autoconhecimento.
Tudo o que vivemos fica armazenado em nossa consciência profunda, nos arquivos akáshicos ou, como diz o Zen Budismo, no ālaya-vijñāna.
As memórias mais fortemente reprimidas — aquelas mais difíceis de acessar — encontram-se naquilo que Jung chama de sombra. Elas costumam aparecer simbolicamente como formas monstruosas, pois representam conteúdos reprimidos, como orgulho, vaidade, inveja, ciúmes, rancor, raiva, medo e assim por diante.
Quando sonhamos com monstros ou figuras assustadoras, isso pode simbolizar esses conteúdos sombrios, pois os sonhos se expressam por meio de símbolos relacionados ao nosso material psíquico.
Da mesma forma, muitos médiuns relatam ver Exus em formas monstruosas. De acordo com a própria Umbanda, esses seres nos mostram nossa parte sombria, aquilo que ainda não enxergamos em nós mesmos, ajudando-nos a evoluir espiritualmente.
Aumentar a consciência e aprender a se auto-observar é progresso da alma.
A Psicologia, o Budismo e a Umbanda apontam para o mesmo princípio: os protetores espirituais lidam com aquilo que é negativo e, por isso, também nos ajudam a lidar com nossa própria parte negativa. Só conseguimos transformar o negativo em positivo quando tomamos consciência dele.
O autoconhecimento é um fator da luz, e apenas seres de luz têm o desejo genuíno de evoluir espiritualmente e ajudar outros a fazer o mesmo. Por isso, essas entidades que se apresentam de forma colérica nos mostram nossa própria "cólera interior", nossa parcela de sombra. É assim que nos tornamos mais positivos.
Quanto mais evoluímos espiritualmente, maiores são nossas possibilidades de felicidade.
Não é ruim enxergar nossas negatividades; pelo contrário, isso é algo muito bom. Se você perceber seus pontos negativos, valorize essa oportunidade. Não se critique nem se assuste. Veja isso como algo profundamente positivo, pois representa transformação e crescimento.
Sim, até pessoas bondosas têm seus pontos negativos. Até os iluminados os têm. Isso é natural. O importante é reconhecê-los, e isso, sim, é maravilhoso.
Valorize os Exus, valorize os Protetores do Dharma e valorize a capacidade de enxergar suas próprias negatividades.
Todos os nossos textos podem ser reproduzidos.
Convidamos você a conhecer nosso site, se desejar. Trabalhamos pela sua evolução, e será uma alegria receber sua visita e sua leitura.





