Por: Ryath
A palavra Zen significa meditação, e muitos budistas dessa escola, assim como de outras tradições, compreendem que o autoconhecimento surge por meio dessa prática, juntamente com a atenção plena.
A meditação e a atenção plena são duas das oito vias do caminho budista, caminho esse que conduz ao autoconhecimento e ao Nirvana.
Porém, muitas pessoas não se preocupam com as outras seis vias, que podem ser resumidas em fazer o bem e evitar o mal, tanto nos pensamentos quanto nas palavras, nas ações e no meio de vida.
Existem ainda mais duas vias: esforçarmo-nos continuamente para atingir o Nirvana e compreender os ensinamentos budistas, como a impermanência, a temporalidade, o desprendimento e a Vacuidade.
Assim, como o Zen significa meditação, muitas pessoas acabam se concentrando apenas nessa prática e se esquecem das outras vias do caminho budista. Agora você verá a importância delas.
O Reverendo Genshō diz que algumas pessoas avançam muito na meditação, o que as leva a atingir a iluminação, enquanto outras, mesmo se esforçando, não conseguem. Segundo esse reverendo, isso acontece por questões kármicas.
Eu sou umbandista e, no local que frequento, uma entidade me disse certa vez que o Nirvana também é uma questão de merecimento.
Você já entendeu?
Muitas pessoas precisam criar karmas positivos e, por isso, engajar-se no caminho de fazer o bem. É exatamente isso que o Nobre Caminho Óctuplo ensina, pois o Buda percebeu a importância das boas ações.
É importante fazermos boas ações para criarmos merecimento para a iluminação.
Além de gerar merecimento, fazer o bem também traz autoconhecimento, desde que essas ações sejam realizadas sem a influência do ego.
As boas ações ajudam muito, pois proporcionam merecimento e favorecem o autoconhecimento. Isso é extremamente vantajoso, mas uma prática completa exige a aplicação constante do bem.
Ao mesmo tempo, a prática de más ações produz o efeito contrário.
Assim, fazer o bem é tão importante que, para algumas pessoas, será justamente o que lhes permitirá alcançar a iluminação, pois necessitam criar merecimento para isso.
Para meditar, os praticantes do Zen Budismo sentam-se sobre uma almofada chamada zafu, e muitos deles pensam apenas em meditar, deixando em segundo plano as demais vias do Nobre Caminho Óctuplo.
Vou comentar algo que considero muito engraçado. Uma amiga disse certa vez que os praticantes do Zen Budismo — e ela própria também é praticante do Zen — precisam "tirar a bunda do zafu" e partir para as boas ações.
Sei que, para algumas pessoas, ler ou ouvir isso foi engraçado, enquanto outras talvez não tenham gostado. No entanto, essa frase serve como um alerta, uma dica e um incentivo para refletirmos sobre aquilo que podemos melhorar.
No Zen, assim como na Umbanda, os mentores — no caso da Umbanda — e os mestres — no caso do Budismo — às vezes dão broncas que nos ajudam a transformar aquilo que ainda não está bom em nós. Eles costumam fazer isso com pessoas que já estão mais desprendidas de seus egos, capazes de receber essas correções e, muitas vezes, até de reconhecê-las como algo positivo.
Assim, se você recebeu esses dizeres, procure entendê-los como uma orientação que pode ajudá-lo e também contribuir para sua caminhada rumo à iluminação. Como dissemos, o Nirvana é um merecimento, e alcançá-lo é viver um estado de paraíso interior, pois nossos sentimentos tornam-se maravilhosos e, consequentemente, nossa vida também.
Fiquem com luz.
Seres de Luz.





