Por: Ricardo Chioro – Ryath
De acordo com o Budismo Tibetano e a Umbanda, somos felizes quando estamos emocionalmente positivos, ou seja, quando sentimos emoções agradáveis. Esse bem-estar pode se manifestar em diferentes níveis.
À medida que conhecemos a nós mesmos, aumenta nossa capacidade de sermos felizes. Entretanto, essa felicidade também depende de diversos fatores, como os acontecimentos da vida, traumas, nossa condição física, psicológica e energética no momento presente, além de períodos de perda, tristeza, conquistas e alegria.
A espiritualidade tem grande relação com a felicidade, pois está ligada ao cultivo de sentimentos positivos.
Existem pessoas que não valorizam esses sentimentos. São indivíduos que priorizam excessivamente a razão em detrimento das emoções. Segundo esses ensinamentos, essa característica está presente em grande parte das pessoas do período atual de nosso planeta, razão pela qual este ainda não é um mundo plenamente feliz. São pessoas que não enxergam problemas em atitudes que prejudicam os outros e que dão pouca importância ao bem, à justiça e às boas ações.
Segundo esses ensinamentos, a iluminação conduz à felicidade. Isso não significa que deixaremos de viver momentos de tristeza, mas que nos tornamos mais plenos e, por isso, suportamos melhor os desafios da vida. Nesse grau de espiritualidade, a felicidade torna-se profunda e continua evoluindo, tornando-se cada vez mais intensa, como um verdadeiro paraíso interior.
Muitas pessoas talvez não percebam, mas desejam o Nirvana justamente porque anseiam por uma felicidade plena. Segundo essa visão, esse estado pode realmente ser alcançado.
Acredite em seus sonhos de alcançar a iluminação.
Bel Cesar, terapeuta budista, enumera algumas causas da infelicidade. Entre elas estão o excesso de ideias preconcebidas, as exigências que fazemos a nós mesmos e não conseguimos cumprir, além das expectativas excessivas. Tudo isso, segundo ela, paralisa nosso mundo interior, considerado a fonte de nosso bem-estar.
Esse é um estado de rigidez interior. Seu oposto é a flexibilidade, vista como uma importante virtude.
Ser flexível significa conseguir perceber aquilo que é necessário tanto para nós quanto para os outros.
Ter abertura para ouvir opiniões diferentes sem reagir imediatamente tentando provar que o outro está errado e você está certo é um sinal de maturidade psicológica.
Da mesma forma, estar aberto a diferentes pontos de vista também é uma demonstração de positividade.
Uma das causas do sofrimento é o apego aos próprios problemas, quando não conseguimos nos libertar deles. Entretanto, segundo esses ensinamentos, sempre existe uma escolha: cultivar a felicidade ou permanecer preso ao que nos faz mal.
É importante buscar a mudança, seja com a ajuda de um profissional, seja por meio da religião, procurando nos libertar daquilo que é negativo e que não nos faz bem.
Podemos meditar, fazer terapia e buscar ajuda. Não precisamos nos conformar com uma vida marcada pela negatividade. Devemos procurar o melhor para nós. Essa é uma atitude positiva que, segundo esses ensinamentos, atrai ainda mais positividade. Acredite que você conseguirá, pois isso é considerado essencial.
Procure visualizar-se livre dos problemas que hoje lhe causam sofrimento.
Aceitar aquilo que não está bem é um passo fundamental e já contribui para começarmos a nos libertar do que não desejamos em nossa vida.
Também é muito importante cultivar determinação para realizar essa transformação. Segundo esses ensinamentos, buscamos retirar de nossa vida apenas aquilo que não é bom, positivo ou benéfico.
Ao deixarmos para trás o que é negativo, tornamo-nos naturalmente mais positivos.
Transformar-se significa abandonar o que nos faz mal e desenvolver aquilo que nos faz bem.
Não devemos nos considerar vítimas da vida, mas procurar fazer algo para transformá-la.
Bel Cesar também sugere que nos aproximemos de nossas tristezas e sofrimentos com a intenção de curá-los. Ela afirma que não devemos rejeitar a nós mesmos. Quando conseguimos experimentar nossa dor com consciência, estamos prontos para deixá-la partir. Segundo ela, essa atitude faz parte do processo de cura e representa um dos estágios finais dessa transformação.





