Fenômenos Espirituais do Filme Ghost: Do Outro Lado da Vida

Por: Ricardo Chioro
(Parte deste texto é canalizada dos Mestres Ascensos)


Muitos dos fenômenos apresentados no filme são reais — ou parcialmente reais —, enquanto outros pertencem à ficção.
Se pararmos para analisar, o filme aborda a mediunidade, como a clariaudiência e a incorporação.
Na incorporação, diferentemente do que é mostrado no filme, o espírito não entra dentro do corpo do médium, mas se liga aos seus chakras, que, por sua vez, estão conectados à mente. No entanto, como representar isso em um filme de forma compreensível para o público?
Provavelmente, seria mais fácil mostrar o espírito entrando no corpo do médium, pois é assim que muitas pessoas imaginam que acontece. Na realidade, porém, o processo é diferente e mais complexo. Além disso, não sabemos se o diretor ou o roteirista conheciam o fenômeno em profundidade.
Ainda assim, é muito positivo que um filme de sucesso aborde esses fenômenos ligados à espiritualidade. Não devemos exigir perfeição dos criadores, mas sim valorizar o fato de tratarem desse tema.
Afinal, trata-se de uma obra de ficção — não é necessário que tudo seja totalmente fiel à realidade.
Além disso, o filme foi produzido em uma época em que não havia tanta exigência por realismo, e as religiões que estudam esses fenômenos eram menos difundidas. O misticismo e o espiritismo vêm crescendo mais nos tempos atuais.
Quando a pessoa morre, podem ocorrer diversas experiências. Em muitos relatos, o espírito entra em um estado de repouso por cerca de sete dias após o desencarne. Não é possível afirmar se Sam — personagem interpretado por Patrick Swayze — poderia se levantar e sair andando imediatamente após a morte.
No filme, quando os vilões morrem, espíritos sombrios vêm buscá-los, com formas que lembram esqueletos. Essas figuras aparecem de maneira sutil, como se estivessem cobertas por vestes antigas, ocultando parcialmente a cabeça.
Um amigo meu, estudioso do espiritualismo, médium e clarividente, certa vez comentou que, quando uma pessoa com atitudes negativas morre, espíritos do plano astral inferior podem levá-la para regiões menos elevadas — algo semelhante ao que é retratado no filme. No entanto, não se pode afirmar que ocorra exatamente da mesma forma, nem se há um período de espera antes disso.
Essa ideia também foi representada na novela brasileira O Profeta, quando o principal vilão faleceu.
Segundo algumas crenças, muitos seres do plano astral inferior podem apresentar formas esqueléticas.
O plano astral seria, em diversas correntes espiritualistas, o local para onde as pessoas vão após a morte. Ele seria dividido em regiões superiores, associadas a estados mais elevados, e inferiores, relacionadas a estados mais densos.
Outro fenômeno raro é a capacidade de um espírito mover objetos físicos. No filme, Sam aprende isso com relativa facilidade, mas, na prática, esse tipo de manifestação é considerado incomum.
Uma amiga minha, sacerdotisa, explicou que esse tipo de fenômeno pode ocorrer quando há um médium com energia suficiente para possibilitar a interação com o plano físico. Ainda assim, acredita-se que isso demande grande esforço energético.
Um espírito comum, sem o auxílio de um médium, dificilmente conseguiria realizar esse tipo de ação. Mesmo espíritos mais evoluídos costumam trabalhar com pessoas que possuem esse tipo de capacidade.
No final do filme, quando Sam faz sua passagem para o plano espiritual, ele diz a Molly (personagem de Demi Moore) que leva consigo o amor que sente por ela.
Existe um ditado que diz: “A gente só leva desta vida o que vive.”
Como disse um amigo meu, sacerdote:
— A gente não leva a vida que vive; levamos outra. O que permanece são os laços, o amor, a amizade, a nossa luz e o conhecimento.
Segundo essa visão, ao reencarnar, perdemos o acesso consciente ao conhecimento acumulado, mas os vínculos afetivos e a essência permanecem.

 

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