A Filosofia de Vida do Bem

Por: Ryath
Quando conheci meu mestre, percebi, em pouco tempo de convivência, uma coisa nele: ele aproveita cada oportunidade para fazer o bem, seja esse ato muito pequeno ou grande.
Para ele, não importa o tamanho do bem. Ele está sempre se doando. Não percebi isso de início, mas gostei muito de algo que vi como uma filosofia de sempre fazer o bem, e busquei fazer isso também.
Ele sempre tem dicas para passar, coisas que fazem bem ou que acha, ou sabe, que eu vou gostar. Ele sempre compartilha. São coisas que as pessoas normalmente não fazem. Assim, já me passou dicas de jogos, programas de computador, cursos e muito mais.
Meu mestre tem expansão da consciência, vidência, clarividência, é um oráculo etc., e isso traz algumas lembranças boas de alguns dos bens que ele fez. Uma vez, por exemplo, ele compartilhou uma mandala que dizia realizar sonhos, dessas que são colocadas em posts. Eu não sabia se aquilo era algo real ou não, mas, como foi ele quem me mandou — e ele não dá ponto sem nó —, no dia seguinte realizei um sonho.
Era um sonho bobo para muita gente, mas que, para mim, era algo importante. Eu era viciado em um jogo que jogava todos os dias durante quatro horas, e aquilo alegrava minha vida. Então, consegui um recurso que destravou todos os recursos desse jogo.
Isso pode ser considerado um bem pequeno ou não, mas serve para lembrar que ele sempre faz o bem o tempo todo, não se importando com o tamanho do bem, simplesmente se doando.
E o que eu queria passar com este texto é justamente isso: adotarmos essa filosofia de sempre fazer o bem e sermos humildes e simples, sem nos preocuparmos com o tamanho do bem, mas simplesmente fazê-lo.
Meu mestre sempre dá dinheiro para mendigos na rua. Dificilmente ele deixa de dar. Porém, ele também tem dificuldades financeiras e, às vezes, dá dois ou três reais. Quando os mendigos percebem a boa vontade dele, tentam fazer com que ele dê mais, e ele sempre fala coisas como:
— Você não tinha nada; agora já tem dois reais.
Mas ele sempre trata os mendigos super bem, o que faz com que muitos gostem dele.
A lembrança mais marcante que tenho da expansão da consciência de meu mestre foi quando minha esposa morreu. Ela havia tido alguns problemas com ele, e eu pensei em como queria falar com meu mestre. Passaram-se apenas alguns segundos e o telefone tocou. Então, eu falei:
— Mestre, eu queria falar com você. Você sentiu.
Eu ainda não sabia direito sobre a expansão da consciência dele.
Logo, ele foi me consolando à medida do possível. Ele não podia tirar a minha dor, mas sempre ligava e ajudava no que podia, escutando, dizendo coisas boas e amenizando, pelo menos um pouco, o sofrimento.
Então, eu queria passar isso para vocês: tenham uma filosofia de sempre fazer o bem, dentro do que é possível para cada um de nós, de acordo com nossas possibilidades e conhecimentos.
Muitas vezes, diante do sofrimento, não podemos tirar a dor de uma pessoa, mas podemos estar junto dela, sermos carinhosos, falar coisas boas e oferecer nossa presença.
Não é para fazermos o impossível, mas para fazermos o bem.

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