Por: Ryath
Todos nós recebemos uma energia que vem de cima e é captada pelo nosso Chakra Coronário. Essa energia é chamada Fohat, possui coloração esverdeada e se distribui pelo nosso campo energético, a aura.

No ar existe outra energia, chamada prânica, que possui coloração rosada. Ela está presente no ar que respiramos, nos alimentos que ingerimos e no fluido cósmico universal.
O Fohat representa a energia masculina, e a energia prânica representa a feminina. Ambas vêm do Sol.
Nós percebemos o Sol como um astro físico, mas ele também possui aspectos astrais, mentais, búdicos, átmicos e divinos.
No solo existe outra energia, que é a Kundalini. Ela é absorvida pelo nosso Chakra Básico, possui coloração avermelhada e representa o filho.
Tanto o Chakra Básico quanto o Chakra Coronário recebem energias na direção vertical, enquanto os demais centros de energia as recebem na direção horizontal.
O Chakra Coronário é voltado para cima; o Chakra Básico, para baixo; e os demais chakras possuem seus vórtices voltados horizontalmente.
No Fohat recebemos a energia do Sol; na Kundalini, a energia da Terra; e no Prána, a energia da Lua.
Na imagem do Caduceu, que representa a Kundalini, o Chakra Coronário é simbolizado pelas asas.
No corpo humano, a Kundalini é uma energia que entrelaça os chakras e também os vitaliza. Seu despertar ativa nossos poderes paranormais.
Durante o despertar da Kundalini, nossos chakras vão se abrindo, e a energia que vem da Terra percorre esses centros de energia.
Nossos centros de energia são os chakras, e, quando essa energia passa por todos eles até chegar ao Chakra Coronário, desenvolvemos nossos potenciais paranormais.
Na tradição indiana, existem dois caminhos principais para despertar a Kundalini: a Yoga e o Tantra Sexual.
Quando despertamos a Kundalini, adquirimos um grande autoconhecimento.
Vivemos em uma sociedade que, muitas vezes, reprime a sexualidade. Por isso, muitas pessoas veem o Tantra Sexual como algo negativo, quando, na verdade, ele pode favorecer o autoconhecimento.
A repressão é uma distorção da realidade. É importante cultivarmos valores como a fidelidade, o carinho e o romantismo, mas isso não tem relação com repressão. Muitas vezes pensamos dessa forma por causa da maneira inadequada como aprendemos a lidar com a sexualidade.
Ter fantasias e sentir prazer faz parte da vida e da obra divina, embora muitas vezes sejamos levados a acreditar no contrário.
Não ser reprimido não significa ser infiel.
Para despertarmos a Kundalini, precisamos lidar de maneira saudável com o prazer em geral, inclusive com o prazer sexual.
O despertar da Kundalini não é uma prática exclusivamente hindu que chegou ao Ocidente. Diversas tradições e povos utilizam rituais para desenvolver os dons paranormais por meio do desenvolvimento dos chakras e da energia que os entrelaça.
Quando a energia da Terra percorre todos os chakras, ela encontra a energia do Fohat, captada pelo topo da cabeça. Com isso, ampliamos nossa consciência.
Durante a relação sexual, ocorre uma troca de energia entre os parceiros. Já na masturbação, ocorre a perda dessa energia.
Uma das técnicas utilizadas para favorecer a subida da energia da Kundalini consiste em interromper o ato sexual ou a masturbação antes da ejaculação.
Existe uma técnica em que a mulher impede a ejaculação do homem, evitando que essa energia seja exteriorizada. Dessa forma, ela retornaria ao próprio corpo e subiria pelos chakras até alcançar o topo da cabeça, onde a Kundalini encontraria o Fohat.
Quando a ejaculação é contida, em vez de o prazer terminar com ela, esse prazer pode ser prolongado enquanto a retenção é mantida.
Entretanto, existem outras técnicas para o despertar da Kundalini além das práticas sexuais.
Nosso Chakra Básico recebe as energias da Terra e está relacionado às questões da vida material, como sustento, sobrevivência, sexualidade, dinheiro e outros aspectos da existência física. Isso não significa materialismo, pois todos precisamos sobreviver neste mundo material, e essa vivência contribui para nossa evolução espiritual. Por esse motivo, muitos espíritos desejam encarnar para ampliar seu autoconhecimento.
Não podemos viver a experiência da matéria sem os recursos materiais.
As pessoas materialistas ou egoístas preocupam-se apenas com os aspectos materiais e com os interesses do ego. Dessa forma, a atividade do Chakra Básico tende a ser muito intensa, o que não é considerado saudável.
A atividade do Chakra Básico é importante para nossa evolução espiritual e para nosso equilíbrio, mas precisamos lidar com ela sem cair no materialismo.
Estar no mundo material nos permite ajudar aqueles que também vivem nele, e isso é algo muito positivo.
O materialista preocupa-se apenas com o que é externo e material, quando, na verdade, o mais importante é aquilo que cultivamos interiormente, e não as coisas superficiais.
Precisamos viver a vida material sem nos apegar aos bens da matéria. Assim, quando chega o momento da morte, o desapego reduz o sofrimento relacionado às perdas.
É importante termos momentos de diversão, descanso e realizarmos o necessário para nossa sobrevivência, mas sem desenvolver apego aos bens materiais. Devemos usufruí-los com equilíbrio e desapego.
As pessoas materialistas tendem a concentrar maior atividade no Chakra Básico, pois direcionam constantemente seus pensamentos às questões materiais.
A energia da vida material vem da Terra, ou seja, da Kundalini externa. Como foi mencionado, ela favorece um profundo autoconhecimento quando é despertada.
A energia do Fohat está relacionada ao aspecto espiritual, que também contribui para nossa evolução. Da mesma forma, a vivência material também favorece nosso autoconhecimento, sendo possível, mesmo vivendo no mundo físico, atingir o Nirvana.
A dimensão espiritual nos auxilia na vida material, e a experiência material também favorece nossa evolução espiritual, pois ela contribui para o progresso da alma, que continuará se beneficiando desse aprendizado ao longo de sua evolução.
Precisamos tanto da vida física quanto da vida espiritual. No Plano Físico possuímos não apenas o corpo físico, mas também os corpos espirituais, como o astral, o mental, o búdico e o átmico.
O despertar da Kundalini está relacionado à energia do mundo físico. Entretanto, aquilo que mais dificulta essa conquista é justamente o materialismo.
O Prána, por sua vez, diferencia-se do Fohat e da Kundalini, pois sua principal função é revitalizar o organismo.





