O Espiritualismo de Giordano Bruno – Religião e o Universo

Por: Ryath
Bruno tinha ideias muito interessantes sobre nós, Deus, o infinito e o universo. Ele viveu de 1548 a 1600 d.C.
Segundo Bruno, os seres possuíam uma alma cósmica, que seria a mente de Deus em cada ser vivo. Todas as criaturas teriam Deus dentro de si; porém, haveria distinções entre os seres vivos, inclusive de um ser humano para outro, pela forma como se apresentam.
A natureza e todos os seres humanos seriam dotados de Deus.
No pensamento de Giordano, Deus é infinito, mas o universo não estaria totalmente concluído por causa dessa infinitude divina.
Na época em que viveu Bruno, a ideia predominante era a de que a Terra era o centro do universo, e que o Sol e as estrelas giravam em torno de nosso planeta.
Giordano ensinava que cada estrela teria planetas girando ao seu redor e que, assim, existiriam diversos mundos.
Outro fato interessante da filosofia desse pensador, que é tema de nosso texto, é que o universo estaria cheio de ar ou de espírito em constante movimento; ele estaria preenchido por algo e não seria vazio.
O pensamento de Bruno esbarrou em diversos conceitos que hoje existem no misticismo e na ciência. Não de forma totalmente precisa, mas chegou muito próximo da verdade.
Diversas religiões místicas afirmam que existe Deus dentro de nós, que Ele nos deu uma parte divina, e que é isso que tem vida em nós, constituindo nossa existência.
Também ensinam que existem outros planetas além do nosso, que não estamos sozinhos no universo e que Deus é infinito, sem fim.
As ideias desse filósofo da era medieval apresentaram uma parcela de conceitos que se aproximam tanto do conhecimento científico quanto do religioso que temos hoje.
Na minha opinião, o filósofo abordado neste texto era um médium que captou algumas verdades sobre o mundo. Talvez tenha servido de preparação para a visão espiritual que temos atualmente; essa pode ter sido sua missão.
Bruno foi condenado pela Inquisição por suas ideias, que divergiam das defendidas pelo Catolicismo. Foi condenado à morte na fogueira.
Durante a Inquisição, o Catolicismo tentou acabar com pensamentos religiosos diferentes dos da Igreja, criando uma hegemonia justamente na era medieval, que ficou conhecida como Idade das Trevas.

 

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