Guardiões, Dharmapalas ou Exus e a Telepatia

Por: Ryath
No Esoterismo e, às vezes, na Umbanda, utiliza-se o nome guardiões para designar espíritos protetores, semelhantes aos policiais e bombeiros do plano físico da matéria, onde estamos vivendo.
No Budismo, utiliza-se o nome Dharmapalas para esses espíritos protetores, assim como, na Umbanda, utiliza-se o nome Exus.
Tanto no Budismo Esotérico quanto na Umbanda existe a mediunidade de incorporação. Porém, nosso contato com os espíritos acontece principalmente por meio da telepatia. Esse dom precede as palavras: é aquilo que passa pela nossa mente antes de expressarmos uma fala. Por isso, espíritos do Oriente podem incorporar na Umbanda, ou em outra crença, e, ainda assim, comunicar-se perfeitamente com médiuns brasileiros.
Na mediunidade, captamos telepaticamente aquilo que o espírito deseja transmitir. No mundo espiritual, a telepatia é um meio comum de comunicação; os espíritos a utilizam entre si e também conosco.
Assim, o nome Dharmapala é usado no Oriente, dentro do Budismo, enquanto, aqui no Brasil, utilizamos os termos guardiões ou Exus. A língua e a linguagem são diferentes, mas tratam das mesmas realidades espirituais.
Os guardiões, para exercerem suas funções, frequentam escolas no plano espiritual, onde aprendem seu ofício e, assim, podem atuar em diversas religiões por meio de seus rituais. Todo esse trabalho é aprendido e aperfeiçoado.
Um guardião que trabalha na Umbanda pode atuar também na Igreja Católica, em tradições taoístas, hinduístas, no Budismo e assim por diante.
Da mesma forma, um Dharmapala do Budismo pode trabalhar em religiões evangélicas, católicas, espíritas, hinduístas, além da Umbanda.
Os espíritos do bem procuram onde podem ajudar as pessoas e buscam o aprendizado necessário para cumprir essa missão.
Muitos acreditam que Exus ou Dharmapalas são entidades de pouca luz porque trabalham com energias pesadas, em locais de trevas, lidando com espíritos negativos. Mas poucos refletem sobre o sacrifício que fazem ao atuar nesses ambientes densos para ajudar tanto pessoas quanto espíritos. Portanto, não são seres de baixa espiritualidade; muito pelo contrário.
Muitas vezes, eles assumem formas monstruosas para assustar espíritos negativos, com o objetivo de proteger e promover o bem.
Tudo o que as entidades da luz fazem é para o bem. Em nossas vidas, devemos muito aos guardiões pelos inúmeros livramentos e proteções que recebemos e, muitas vezes, nem percebemos.
Por isso, é importante sermos gratos a eles e reconhecermos a luz que possuem.
Voltando à mediunidade:
A Umbanda é uma religião fortemente baseada na mediunidade. Já o Budismo não. Ele é fundamentado principalmente nos ensinamentos de Buda, e o uso da mediunidade não é um método tão destacado, divulgado ou utilizado como na Umbanda.
No Budismo Esotérico existe o uso da mediunidade oracular, e a crença na comunicação entre vivos e mortos também está presente, mas ela não ocupa uma posição de destaque.
Fiquem com a luz.
Seres de luz.

 

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