Por: Ryath
Sócrates e Platão tinham a crença grega, mas seus apontamentos sobre ela tinham muito a contribuir para uma visão que, inclusive, é muito mais parecida com o Espiritualismo que temos hoje em dia.
Sócrates e Platão acreditavam nos Deuses Gregos, assim como em algo semelhante ao Deus cristão, representado pela Ideia do Bem. Também acreditavam no Hades, que era o local de vida após a morte na antiga religião grega.
Platão dizia que, quando morremos, vamos para o Hades, mas que existe um julgamento, no qual somos recompensados ou punidos de acordo com nossas ações.
A religião grega não explicava o porquê da existência do Hades, mas, para Platão, ele funcionava como parte do processo de nossa evolução espiritual.
O Hades é chamado de submundo dos mortos, onde existe um acerto de contas. As almas passam por juízes que examinam suas ações.
Quem cometeu injustiças sofre penalidades proporcionais ao mal que causou, o que nos lembra também a ideia de Karma.
O sofrimento no Hades serve para percebermos o mal que causamos aos outros, sentindo-o na própria pele e reconhecendo os erros morais que cometemos, até chegarmos ao arrependimento e à retidão.
Esse é um conceito muito comum em doutrinas espiritualistas que ensinam a reencarnação, como o Budismo, o Espiritismo, a Umbanda, o Esoterismo etc. Platão também ensinava a reencarnação.
A evolução espiritual é nosso aperfeiçoamento interior. Ao reconhecermos nossos erros e mudarmos, vamos nos aperfeiçoando e nos tornando cada vez melhores, importando-nos mais com os outros e cometendo cada vez menos faltas contra eles. Assim, podemos agir cada vez melhor com as pessoas, até chegar ao ponto de não precisarmos mais reencarnar. Dessa forma, o aperfeiçoamento espiritual também é moral e serve ao progresso do espírito.
Cada ser é responsável pela própria evolução, segundo Platão, pois cada um age conforme suas escolhas.
Antes de renascer, as almas perdem a memória consciente daquela vivência espiritual, mas retêm impressões profundas de justiça ou injustiça.
Platão ensina que, quando as pessoas são boas, cultivam a virtude e agem com justiça, suas almas se purificam das paixões do corpo. Após a morte física, essas almas elevadas escapam do ciclo de sofrimento, recebem prêmios celestiais e habitam lugares puros de contemplação da verdade, ou reencarnam em corpos melhores e mais sábios.
Muitas vezes, após esse período de contemplação ou recompensa, a alma escolhe ou recebe um novo corpo para continuar sua jornada de aprendizado rumo ao bem.
Quando a alma não precisa mais reencarnar, ela vai viver no Mundo das Ideias, que é uma espécie de mundo divino.
Platão acreditava que nossa alma já havia habitado o Mundo das Ideias antes de nascer no corpo. Aprender algo na Terra seria, na verdade, recordar a perfeição que a alma contemplou naquele mundo.





