Por: Ryath
Henri Bergson foi um dos filósofos modernos mais influentes da França. Ele confrontou o materialismo científico de sua época, um materialismo que existe até os dias de hoje, e não é pouco.
Henri Bergson tinha uma teoria muito interessante: a de que o tempo vivido em nosso psicológico é diferente do tempo que transcorre no mundo físico. Por exemplo: quando estamos felizes, o tempo passa rápido; mas, quando estamos tristes, ele demora a passar.
Ele debateu essa teoria com Albert Einstein, e ela ficou muito famosa.
Henri Bergson defendia que a intuição é a capacidade de captar a essência da realidade e a fluidez da vida de maneira imediata.
Henri Bergson defende que o espiritual não pode ser compreendido pela inteligência mecânica ou pela análise matemática, mas sim pela intuição.
Bergson ensina que a intuição é um esforço profundo que permite ao ser humano fundir-se com o fluxo da vida e captar a sua essência.
Henri Bergson falava sobre o Élan Vital, ou Impulso Vital, que é uma força criativa e evolutiva que impulsiona a vida, a consciência e a transformação contínua.
Eu, como umbandista, digo que Henri Bergson descobriu Obaluaiê, que é a evolução presente em toda a existência, uma consciência divina a mando de Deus, responsável por toda a evolução existente.
Na obra As Duas Fontes da Moral e da Religião, Bergson eleva a experiência mística — que é o contato direto com Deus e a expansão de nossa consciência ao divino — à forma mais alta do conhecimento.
Quando nossa consciência se expande, ela nos traz conhecimentos que vão além de nós mesmos.
Porém, Bergson criticava o misticismo apenas contemplativo e afirmava que o verdadeiro misticismo é aquele que ajuda a humanidade, como o de São Francisco de Assis.
Para Bergson, o melhor misticismo é ativo, dinâmico e focado na transformação do mundo.
Para Bergson, a intuição mística ocorre quando um ser se conecta com a própria corrente da vida e com a energia criadora divina.
Indo para além de si mesmos, os místicos atingem um nível de consciência que ultrapassa os limites naturais da espécie humana.
Bergson afirmava que a inteligência humana, sem a intuição, é estática e incapaz de compreender totalmente a vida. O misticismo, por meio da intuição, seria a única forma de acessar a realidade espiritual das coisas.





