A História Espiritual da Humanidade de Acordo com o Espiritualismo

Por: Ryath
Toda a realidade tem origem em Deus. Tudo o que existe é formado por Sua energia divina, chamada por algumas tradições de Fluido Cósmico. A matéria é apenas essa energia em diferentes graus de condensação, formando diversos planos ou dimensões da existência.
Antes mesmo da criação do universo físico, Deus criou os Orixás ou Divindades, seres que vivem em Sua presença e emanam diferentes aspectos da energia divina. Cada um deles participa da manutenção da criação, irradiando forças relacionadas à vida, ao amor, ao equilíbrio, à evolução, ao conhecimento, ao movimento e à justiça.
A partir dessa energia divina foram sendo formadas as diversas dimensões da existência. Primeiro surgiu o plano divino, seguido pelo plano búdico, pelo plano mental ou celestial, pelo plano astral e, por último, o plano físico, onde atualmente vivemos durante nossas encarnações. Cada dimensão é mais sutil do que a anterior e abriga formas de vida compatíveis com sua frequência vibratória.
Além dessas dimensões conhecidas, existem outros planos ainda desconhecidos pela humanidade, incluindo dimensões mais densas e outras mais elevadas. Segundo essa compreensão, os buracos negros e os berçários estelares funcionariam como passagens entre essas diferentes dimensões, transportando matéria e energia entre elas.
Toda a criação está viva. Não apenas os seres humanos possuem consciência, mas também planetas, estrelas e outros corpos celestes participam desse processo evolutivo universal. Nosso próprio planeta é entendido como um ser vivo, conhecido em diversas tradições como Gaia.
Muito antes da atual humanidade física, existiu uma civilização em outra dimensão intermediária entre o plano físico e o astral. Nessa dimensão desenvolveram-se os continentes de Atlântida e Lemúria, além de outros grandes centros de civilização.
Naquela época, os seres humanos possuíam naturalmente a Kundalini desperta e diversos dons paranormais, como telepatia, clarividência, clariaudiência e intuição. A existência da realidade espiritual era percebida diretamente, tornando praticamente inexistente o ceticismo moderno.
A magia fazia parte do cotidiano e era utilizada para inúmeras atividades da vida diária. Ao mesmo tempo, a ciência encontrava-se extremamente desenvolvida. Existiam aeronaves, tecnologias avançadas de comunicação, sistemas semelhantes à holografia, templos construídos com cristais especialmente preparados e formas sofisticadas de medicina, utilizando, por exemplo, o veneno de serpentes para tratamentos.
Os diversos povos conviviam em continentes diferentes, mantendo relações de respeito, amizade e cooperação. O esporte, a arte, a religião e a busca da iluminação espiritual faziam parte da cultura dessa antiga civilização.
Muitos espíritos provenientes de outros planetas reencarnavam na Terra para acelerar seu processo evolutivo. Naquela época, grande parte da população buscava sinceramente a iluminação espiritual, e muitos conseguiam alcançá-la em uma única existência.
Entretanto, com o passar do tempo, começaram a reencarnar espíritos de menor evolução espiritual. Aumentaram o egoísmo, o orgulho, a violência e as guerras. A utilização inadequada da magia e da tecnologia provocou enormes desequilíbrios espirituais.
Segundo essa compreensão, esse processo culminou em uma longa sequência de catástrofes geológicas que durou séculos. A dimensão intermediária onde existiam Atlântida e Lemúria tornou-se instável e acabou sendo retirada do planeta por um gigantesco trabalho realizado pelos Anjos, Arcanjos e Orixás.
Nesse processo, a humanidade passou definitivamente para a dimensão física atual. Grande parte da tecnologia, da magia e dos dons paranormais foi recolhida para impedir que fossem utilizados para produzir ainda mais sofrimento.
Mesmo diante dessa perda, o objetivo era preservar a evolução futura da humanidade.
Após essa grande transformação, iniciou-se lentamente uma nova etapa da evolução humana.
Desde os tempos mais antigos começaram a surgir as primeiras religiões e também as primeiras formas organizadas de conhecimento científico. Matemática, astronomia, astrologia, medicina e espiritualidade caminhavam juntas.
As antigas religiões compartilhavam elementos semelhantes, como a crença em Deus, em divindades, na vida após a morte, na reencarnação e na existência de mundos espirituais.
A ciência e a espiritualidade não eram vistas como áreas separadas. Matemática, geometria, alquimia, medicina e astrologia eram estudadas em conjunto com o desenvolvimento espiritual.
Por volta de quinhentos anos antes de Cristo ocorreu um dos maiores avanços intelectuais da humanidade.
No Ocidente surgiram Sócrates, Platão, Aristóteles e Pitágoras. No Oriente floresceram Lao-Tsé, Confúcio e Buda.
Esses mestres ensinaram ética, sabedoria, autoconhecimento, disciplina, desenvolvimento espiritual e busca da felicidade.
Platão desenvolveu conceitos sobre alma, reencarnação, mundo espiritual e realidade superior. Pitágoras uniu matemática, geometria, numerologia e espiritualidade. Lao-Tsé ensinou a harmonia com o Tao. Confúcio destacou a moralidade. Buda apresentou um caminho profundo de libertação do sofrimento por meio do aperfeiçoamento interior.
Poucos séculos depois nasceu Jesus.
Sua missão foi aprofundar ainda mais o caminho do amor, do perdão, da compaixão e da transformação espiritual.
Segundo essa visão, Jesus foi um dos maiores mestres espirituais da humanidade, realizando sua missão com auxílio de seres espirituais superiores.
Após esses grandes mestres, inúmeras outras personalidades deram continuidade ao trabalho espiritual, como Gandhi, Madre Teresa de Calcutá, Chico Xavier, Rubens Saraceni e diversos outros iluminados.
Ao longo da história também existiram inúmeros relatos de acontecimentos considerados milagrosos. Segundo esta compreensão, muitos desses fenômenos seriam manifestações da magia espiritual, utilizada por mestres, santos e iniciados para auxiliar a humanidade.
Na Idade Média ocorreu forte repressão tanto ao conhecimento científico quanto a diversas tradições espirituais. Muitos ensinamentos antigos foram perseguidos, e diversos conhecimentos desapareceram ou permaneceram ocultos.
Posteriormente, com o desenvolvimento da ciência moderna, surgiu também uma reação contra a religião. Em muitos momentos criou-se um conflito entre ciência e espiritualidade, embora ambas possam evoluir e também possam ser influenciadas por erros humanos.
Apesar disso, tanto a ciência quanto a espiritualidade continuaram avançando.
Segundo esta visão, inúmeros seres espirituais continuam trabalhando continuamente pela evolução da humanidade.
Existem aqueles que atuam nos planos de luz, ensinando, inspirando e conduzindo os seres ao amor.
Existem também aqueles que trabalham nas regiões espirituais inferiores, auxiliando espíritos desequilibrados a compreenderem seus erros, queimarem seus karmas e retomarem o caminho da evolução.
Entre esses trabalhadores espirituais encontram-se anjos, arcanjos, guardiões, mestres, divindades e outros seres altamente evoluídos, incluindo os chamados Dragões da Luz, considerados alguns dos seres mais elevados ligados à evolução de nosso planeta.
Segundo esse entendimento, sem o trabalho constante desses seres, a Terra já teria sucumbido às guerras, ao egoísmo e às trevas.
A evolução espiritual continua acontecendo. Após inúmeras experiências, os espíritos passam pelos diversos planos da existência, desde o plano astral até os planos mental, búdico e átmico, conforme ampliam sua consciência.
Quanto mais elevada a dimensão, maior o amor, a sabedoria, a felicidade e a capacidade de moldar a própria realidade.
O conhecimento nunca termina. Deus é infinito, o universo é infinito e Sua criação também é infinita. Por isso, a evolução espiritual não possui fim.
A humanidade encontra-se atualmente em mais uma etapa desse grande processo evolutivo. Segundo esta visão espiritualista, caminha lentamente para uma Nova Era, em que ciência, espiritualidade, amor e conhecimento voltarão a caminhar juntos, permitindo o surgimento de uma civilização ainda mais elevada do que aquelas que existiram em Atlântida e Lemúria.
Assim, a missão de todos os grandes mestres, religiões, seres espirituais e iluminados sempre foi a mesma: conduzir a humanidade ao amor, à felicidade, à sabedoria e à evolução espiritual, colaborando para que cada ser humano descubra sua natureza divina e participe conscientemente da construção de um mundo cada vez melhor.

 

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