A História do Budismo Esotérico e do Zen na China

Por: Ryath
No Tibete existem quatro grandes escolas de Budismo Esotérico, mas também existem outras escolas dessa tradição, como a Shingon.
Por isso, considero mais adequado utilizar o termo Budismo Esotérico em vez de Budismo Tibetano.
O Budismo Esotérico foi muito perseguido no leste da China, pois havia rivalidade com religiões como o Taoísmo, o Confucionismo e outras tradições mais antigas daquela região.
Havia uma rivalidade entre as divindades chinesas e o Budismo Esotérico.
Os imperadores não aceitavam o Budismo, e isso dificultou a permanência da tradição esotérica na China.
O monge Kūkai, fundador do Budismo Shingon, aprendeu o Budismo Esotérico na China e o levou para o Japão. Isso ocorreu pouco antes do fim do Budismo Esotérico em território chinês.
Antes do primeiro milênio da Era Cristã, o Budismo Esotérico foi erradicado da China como resultado de diversas perseguições promovidas por diferentes imperadores.
Após o primeiro milênio da Era Cristã, o Budismo voltou a florescer na China, pois Kublai Khan, descendente de Genghis Khan, não via problemas na tradição budista esotérica.
Porém, já na geração seguinte, o Budismo Esotérico voltou a ser perseguido na China.
Com o sincretismo entre o Budismo e as crenças chinesas, a religião de Buda começou a conquistar espaço na China. Entretanto, a linha do Zen era mais semelhante ao Taoísmo e, por isso, floresceu com mais facilidade.
O Zen não entrava em confronto direto com as divindades chinesas, pois não enfatiza o culto às deidades.
Assim, o Zen chinês recebeu muitas influências do Taoísmo, do Confucionismo e até mesmo do Esoterismo.
Mesmo com toda essa influência, o Zen não perdeu sua essência, pelo menos não até o momento.
Agradecimento à Adriana Sati Anshô Tanaka, que transmitiu os ensinamentos que possibilitaram a elaboração deste texto.

 

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