A Iluminação Realmente Acaba com as Insatisfações e Sofrimentos?

Por: Ryath
O Reverendo Genshō ensina que o grande problema do ser humano é procurar a felicidade na estabilidade das coisas, quando, na verdade, o Budismo ensina que tudo muda o tempo todo. A vida é marcada por altos e baixos, e a impermanência faz parte de sua natureza.
Para o Budismo, é importante viver o presente, deixando de lado, em muitos momentos, o futuro e o passado. Assim, não nos preocupamos excessivamente com o que vai acontecer ou com o que já aconteceu, podendo saborear o momento presente, vivê-lo plenamente, sem distrações ou pensamentos desnecessários.
Porém, os Budas também têm seus altos e baixos e, em determinadas situações, podem temer o futuro.
No misticismo, consideramos Jesus um Buda, assim como Madre Teresa de Calcutá, São Francisco de Assis, Chico Xavier, Gandhi, entre outros. Todos eles passaram por sofrimentos. Jesus, ao saber que seria crucificado, orou pedindo que aquilo não acontecesse. Chico Xavier sofreu com os maus-tratos de sua madrasta e de seu pai. Esses não são exemplos do Budismo, mas são pessoas consideradas santas ou iluminadas por outras tradições. Quem é cristão, místico, esotérico ou hinduísta pode acreditar que esses seres atingiram o Nirvana, e eles realmente o atingiram.
Chico Xavier dormia apenas três horas por dia para dedicar o maior tempo possível a ajudar as pessoas. O Budismo também procura despertar em nós o desejo de ajudar os seres e de nos importarmos profundamente com os outros.
O Budismo busca elevar seus praticantes ao mais alto nível possível, permitindo que avancem muito além do Nirvana. Isso, porém, não torna essa religião isenta de erros ou falhas. Assim como qualquer outra religião, ela pode apresentar limitações, e não devemos condená-la por isso, pois não é fácil transmitir revelações espirituais sem cometer sequer um erro.
Os Budas não são seres perfeitos. Isso significa que são passíveis de cometer erros e, por isso, não devem ser condenados.
Um dos exemplos que podemos utilizar para demonstrar que os iluminados são falíveis é o fato de cada um pertencer a uma tradição religiosa diferente, cada qual com sua própria visão. Isso é perfeitamente normal neste mundo, embora muitas pessoas não estejam preparadas para compreender essa diversidade de perspectivas.
Os iluminados não são oniscientes. Não são como Deus, nem oniscientes nem prepotentes.
Eles são muito mais sábios do que as pessoas comuns, mas não são oniscientes nem infalíveis.
A iluminação não nos livra dos altos e baixos da vida, das insatisfações ou de todo sofrimento. Isso não acontece. Acontece algo que, segundo esta compreensão, é ainda melhor: vivemos um estado de paraíso interior. A vida torna-se maravilhosa quando atingimos o Nirvana, e isso é muito melhor do que simplesmente a ausência de sofrimentos.
Na verdade, quando a vida se torna um paraíso, conseguimos suportar muito melhor os sofrimentos e as insatisfações. Talvez seja isso que, originalmente, o Budismo queira dizer ao falar sobre abandonar o sofrimento psicológico e superar a inconformidade diante dos altos e baixos da vida.
Quando a vida se torna maravilhosa, dificilmente desejamos que ela seja diferente, pois nos sentimos profundamente satisfeitos. Nossas necessidades diminuem porque nos tornamos pessoas plenas.
A plenitude é o resultado do amor.
Muitas pessoas possuem amor, mas não sabem exatamente o que ele é. Basta dizer que quem deseja sinceramente o bem dos outros ama.
O Budismo consegue conduzir muitas pessoas ao Nirvana e, segundo as informações que tenho, no Budismo Esotérico esse sucesso é muito grande. Sobre as demais tradições budistas, não possuo informações suficientes para fazer uma avaliação.
Nosso site também oferece diversos treinamentos voltados ao alcance do Nirvana, transmitidos pelos mentores espirituais e utilizando a Lei da Atração. Se você tiver interesse em praticá-los, será muito bem-vindo.
Os links para o treinamento do Nirvana estão disponíveis na página inicial deste site.
Podemos dizer que os caminhos budistas, assim como os de outras religiões, conduzem realmente à iluminação, ainda que algumas explicações apresentem aparentes contradições.
Os mestres que me intuem e inspiram a escrever afirmam, assim como já vi outros mestres ensinarem, que o Budismo Esotérico, especialmente sua tradição tibetana, realmente conduz ao despertar.
Gosto muito da expressão Budismo Esotérico, mas o nome mais conhecido dessa tradição é Budismo Tibetano, também chamado de Vajrayana, Mantrayana, entre outros.
Se a questão apresentada neste texto puder abalar a sua fé, recomendo que conheça nossa seção Ciência e Religião, pois ela poderá ajudá-lo a fortalecê-la. O link para essa seção está disponível logo abaixo, no final da página.

 

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