Por: Ryath
Existem coisas que não queremos enxergar por algum motivo ou que causam algum tipo de perturbação e, justamente por isso, não as enxergamos. Mas elas existem dentro de nós, e podemos percebê-las fazendo um processo de autoconhecimento.
As coisas que não conhecemos e que estão dentro de nós estão em nosso inconsciente, que é a região da mente que não tem consciência.
Na consciência estão as coisas que podemos enxergar, que não foram proibidas de passar em nossas mentes.
A nossa sombra é o centro do inconsciente em cada ser humano.
Cada pessoa tem a sua sombra.
Sombra é onde a luz não bate. E, quando passamos a enxergar as coisas que estão na sombra ou no inconsciente, aumentamos nossa luz.
Consciência é luz.
O que não quisemos enxergar ou que causou perturbação em nós foi para o inconsciente.
O que sai do inconsciente e vai para a consciência se torna consciente e, quanto mais coisas trazemos para esse lugar, onde podemos percebê-las, mais aumentamos nossa luz.
Existe um nível de consciência muito grande, e ele é chamado de Ascensão. É quando atingimos um determinado grau de consciência que é uma meta para muitas religiões. Isso é chamado de Ascensão, Nirvana, Santidade ou Iluminação. Cada religião e filosofia religiosa tem um nome para isso.
Existem outras Ascensões a serem atingidas, e cada uma nos leva a uma dimensão e a um despertar diferentes.
Muitos acreditam que um dia chegamos à perfeição, que é quando não existe mais nada de inconsciente em nós. E, aí, nesse ponto, acabamos com toda a nossa conveniência de enxergar as coisas como queremos e, então, podemos enxergar as coisas exatamente como são, tudo como é.
O Budismo chama esse nível grandioso de Samadhi, e o símbolo dele é um espelho perfeito, que reflete as coisas exatamente como são.
Porém, para nós, Umbandistas, ou para um tipo de espiritualistas, acreditamos que não existe um final para a evolução espiritual. Ela é eterna. Então, não sabemos se um dia esvaziamos o inconsciente e a evolução espiritual continua de outro jeito, ou se não esvaziamos o inconsciente, mas vamos fazendo isso pela eternidade, sem nunca esvaziá-lo por completo.





