Por: Ryath (Inspirado por Marcelinho)
Vimos, no texto "A Ciência da Individualidade, do Vazio e sua Ligação com Tudo o que Existe e a Criação do Todo", que Deus criou o vazio em primeiro lugar para, depois, preenchê-lo. Também vimos que, para que as coisas não se esvaziassem nesse local, o Divino Criador fez com que o vazio refletisse tudo o que existe dentro e fora dele.
Vimos também que toda a energia que criou tudo saiu de dentro de Deus, existindo como um Todo e fazendo parte Dele. Porém, para que existisse a separação entre as coisas, tudo passou a possuir um vazio individual, e dentro dele estão as estruturas que nos formam e os nossos corpos, tanto o físico quanto os espirituais.
O vazio nos particulariza e nos individualiza. Assim, é possível termos consciência de nós mesmos e percebermos tudo como separado, pois cada coisa possui o seu próprio vazio. Entretanto, para utilizarmos plenamente essa percepção, tivemos de atingir determinados níveis de evolução espiritual anteriores à fase humana.
Tudo o que existe possui o seu próprio vazio, desde um átomo até um corpo celeste.
Os místicos buscam a experiência de se sentirem e se perceberem unidos a tudo o que existe, atingindo um estado de plenitude. Essa é uma experiência elevada.
Quem alcançou a iluminação possui uma consciência expandida, que vai além de si mesma, podendo perceber ou sentir o Todo.
Nossa consciência vai se ampliando, chegando a ultrapassar nosso próprio vazio e indo além da nossa percepção de individualidade.
Nós estamos onde nossa mente está. Assim, se ela se expandiu, também está além de si mesma.
Nossa essência e nossos outros corpos permanecem dentro do vazio, mas nossa consciência vai além dele. Isso é algo positivo, e não perdemos a individualidade, pois, se isso acontecesse, não conseguiríamos mais nos distinguir nem compreender a experiência que estamos vivenciando.
Algumas crenças orientais originárias da Índia, como o Hinduísmo e o Budismo, apresentam compreensões diferentes sobre esse assunto.
O Hinduísmo acredita que saímos de Deus e que retornaremos a Ele.
O Budismo acredita que nossa essência irá se dissolver no Todo, ou, pelo menos, essa é a compreensão ensinada pelo reverendo Gensho, cujos vídeos acompanhei durante quase cinco anos, praticamente todos os dias, assim como os de seu aprendiz.
Aqui no Ocidente, a compreensão é diferente. O Espiritismo, a Umbanda e o Esoterismo que não foram influenciados por esse ensinamento específico do Hinduísmo ou do Budismo não acreditam em um retorno para Deus ou para o Todo. Ainda assim, continuam acreditando no misticismo, entendido como a busca pela união com o Universo ou com o Divino.
Nossa consciência ultrapassa o nosso vazio, mas ele continua protegendo nossa essência e os demais corpos que possuímos, sejam eles o físico, o astral, o mental, o búdico ou o átmico.
O corpo átmico é o nosso corpo divino. Ele corresponde ao fragmento da essência de Deus que o Criador retirou de Si e colocou fora de Si, concedendo-nos uma existência individualizada e nos distinguindo do Todo por meio do vazio individual.
O nosso vazio representa nossa individualidade, mas nosso amor e nossa consciência vão além dele, alcançando outras pessoas ou até mesmo Deus.
Lembrando que Deus também possui um vazio ao Seu redor. Assim, além de cuidar de toda a existência, Ele também possui individualidade.
Conseguimos compreender o que Deus representa para nós, mas compreender o que o Divino Criador é para Si mesmo é muito difícil, pois não possuímos informações nem vivências sobre isso.
Deus é o Todo, pois tudo foi feito com Sua energia e Sua essência. Vivenciar essa realidade é algo muito bom. Sentimo-nos plenos, e esse estado proporciona um sentimento maravilhoso, sendo uma grande forma de felicidade.
Busquemos não apenas a individualidade, mas também a consciência do coletivo, que desenvolvemos por meio do autoconhecimento e da evolução espiritual.
Fiquem com a luz.
Seres de Luz.
Do seu amiguinho, Erezinho Marcelinho.





