Insatisfação, Ilusão, Aceitação e Nirvana

Psicologia Budista

Por: Ryath

Insatisfação e Aceitação

O Budismo ensina que as insatisfações são as coisas da realidade que não queremos e que tentamos não enxergar ou burlar para que elas não aconteçam.

O fato é que muitas coisas são inevitáveis, e existem técnicas psicológicas budistas para evitarmos a insatisfação e o sofrimento que vêm com ela, o dissabor da vida.

De certa forma, lutamos contra a realidade, não a aceitando e criando manobras para burlá-la. Então, o Budismo tem algumas técnicas para lidarmos com esse tipo de situação, como ter aceitação de tudo o que acontece, de tudo o que as pessoas são e fazem e de tudo o que você é e faz. Isso ajuda no autoconhecimento, pois, para mudarmos, precisamos nos enxergar e assumir o que somos.

A aceitação ajuda muito a assumirmos a realidade, pois aceita as coisas como são e, então, tira a resistência.

Insatisfação, Viver o Presente e Desapego

Nós ficamos insatisfeitos quando nos acontecem coisas ruins e quando não queremos perder as coisas boas que temos.

O Budismo ensina que, como forma de não sofrer, é preciso não pensar no passado ou no futuro, onde você pode ter tido coisas boas e onde tem medo de perdê-las, mas, sim, vivenciar o agora, sem preocupações, sem se ater ao que já passou ou ao que pode acontecer.

Muitas vezes, tentamos controlar as coisas para termos sempre aquilo que consideramos bom, mas não dá para controlar tudo. Então, em vez de sofrer com a ideia de uma possível perda, é melhor voltar-se para o presente e vivenciá-lo, não deixando a mente no passado nem no futuro.

Muitas vezes, não conseguimos lidar com a ideia de perder algo que é muito bom para nós. Não devemos, porém, deixar de vivenciar tudo o que temos de bom no presente. O importante é conseguir viver e não sofrer caso isso ocorra, e isso é desapego.

Ilusão e Nirvana

O Budismo ensina que as pessoas têm ilusões. Elas não enxergam as coisas como são, pois muitas coisas são inconvenientes, machucam e ferem nossa noção de mundo e nosso ego. Então, as pessoas simplesmente ficam cegas para certas coisas. Sendo assim, o autoconhecimento faz todo o sentido: é perceber coisas sobre nós mesmos que antes não percebíamos.

Nós só podemos obter autoconhecimento enxergando coisas que antes não víamos.

Essas ilusões são totalmente normais nas pessoas.

Perceber essas ilusões é desconfortável somente no início. Depois, nos acostumamos e podemos até gostar disso, o que é muito bom. Mas, para isso, é preciso valorizar o ato de se autoconhecer.

Quem desperta dessas ilusões é quem atingiu o que os budistas chamam de Nirvana, que é um nível de autoconhecimento muito grande, no qual existe um extremo desprendimento do ego.

O Nirvana é a meta do Budismo, mas, ainda assim, nesse grande nível de autoconhecimento e desprendimento, ainda existem ilusões, porém muito dificilmente relacionadas ao ego.

O nome Buda é dado a todo ser que atingiu a iluminação, assim como o fundador do Budismo conseguiu isso e é conhecido como Buda.

O Budismo propõe um caminho para a iluminação, que é a prática da meditação e da atenção plena, fazer o bem e abster-se do mal nos pensamentos, nas palavras, nas ações e no meio de vida, além de se dedicar muito a isso. Esse é o caminho que o Budismo chama de Nobre Caminho Óctuplo.

Muitas pessoas podem questionar o porquê de atingir o Nirvana, mas isso é uma coisa maravilhosa, pois os sentimentos são muito intensos nos Budas, e isso os faz sentir, o tempo todo, coisas muito boas. Isso é uma felicidade muito grande.

No Nirvana, o emocional e o mental se expandem, aumentando os sentimentos e a consciência.

Além do Nirvana e Além do Sofrimento

No Nirvana, nos importamos muito com os outros. E, como nos voltarmos para aquilo que nos traz sofrimento é uma forma de voltar para nós mesmos, essa dedicação aos outros também é uma maneira de lidar com o sofrimento.

Mas, quanto mais uma consciência avança no Nirvana, tendo ainda mais autoconhecimento, o que acontece é que ela pensa cada vez mais no outro e acaba esquecendo de si mesma, assim não sofrendo por si mesma. Esse é outro mecanismo para lidar com o sofrimento.

Quando nossa mente vai para além de nós mesmos, isso é uma expansão, é uma coisa muito elevada, e nossa mente concebe outras consciências.

Aqui no site, temos muitas técnicas para o Nirvana. Chamamos isso de iluminação, ascensão ou santidade.

 

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