A Intuição na Psicologia e no Espiritualismo

Por: Ryath
A intuição é a capacidade de compreender, julgar ou pressentir algo de forma instantânea, sem que haja um raciocínio consciente sobre a informação percebida. Tanto a Psicologia quanto a Filosofia e o Espiritualismo apresentam explicações para esse fenômeno. Entendo que existam evidências da existência da intuição, embora não necessariamente de todas as explicações propostas para ela.
Alguns teóricos da Psicologia explicam a intuição como um processamento mental inconsciente e rápido, baseado nas experiências e nos aprendizados acumulados ao longo da vida.
Entretanto, segundo essa perspectiva, essa explicação não abrange situações em que uma pessoa intui corretamente acontecimentos presentes ou distantes, sobre os quais não teria como possuir conhecimento prévio. Por exemplo:
"Estou sentindo um aperto no coração. Acho que meu filho não está bem."
Caso essa percepção corresponda aos fatos, a intuição passaria a ser compreendida dentro do âmbito do paranormal.
De qualquer forma, para a Psicologia, a intuição está relacionada ao funcionamento saudável da mente.
Uma mente mais saudável costuma ser também mais intuitiva.
Quanto mais saudável uma pessoa é, segundo a Psicologia, maior tende a ser também seu autoconhecimento.
Muitos filósofos defendem que a intuição é uma percepção de origem espiritual. Alguns a relacionam ao misticismo, entendendo-a como uma forma de captar o divino ou a consciência divina, especialmente quando a informação intuída se mostra correta.
Para alguns filósofos, a intuição representa uma percepção proveniente da mente divina, considerada onisciente.
Já no Espiritualismo, entende-se que não existe uma única causa para a intuição, mas diversas possibilidades. Ela pode ter origem mediúnica, sendo influenciada por outros espíritos; pode também ser paranormal, como um dom da própria pessoa; ou ainda surgir ao escutarmos nosso próprio coração, entendido como aquilo que está dentro de nós e permanece conectado a Deus.
Quanto mais nos autoconhecemos, maior é o contato que estabelecemos conosco mesmos. Dessa forma, podemos encontrar respostas em nosso próprio coração. Da mesma maneira, pessoas que possuem um dom específico podem receber, intuitivamente, respostas provenientes de espíritos ou de outras fontes consideradas paranormais.
Quanto mais uma pessoa se conhece, mais próxima também fica do estado místico, caracterizado pela ausência do ego. Nesse estado, ela se conecta com o Divino, com o Todo existente, com algo maior do que ela mesma, podendo receber respostas que vão além de sua própria individualidade.

 

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