A Intuição, a Mediunidade e a Umbanda

Por: Ryath
A intuição e a mediunidade são capacidades que todas as pessoas possuem em algum grau. Elas permitem que percebamos informações, energias e inspirações que vão além dos nossos cinco sentidos. Com estudo, prática e desenvolvimento espiritual, essas capacidades podem se tornar cada vez mais fortes.
Existem quatro tipos principais de intuição. A intuição emocional ajuda a perceber como as pessoas são e como estão se sentindo. A intuição mental traz respostas rápidas e soluções para problemas, sendo muito útil em situações de emergência. A intuição psíquica permite perceber ambientes e compreender como melhorar determinadas situações. Já a intuição espiritual nos aproxima de Deus, dos espíritos e das outras pessoas, despertando mais amor, humildade e compreensão da vida.
Segundo esse entendimento, além do corpo físico, todos nós possuímos outros corpos espirituais, que vivem em diferentes planos de existência, como o Plano Astral, o Plano Mental, o Plano Búdico e o Plano Atímico. É por meio desses corpos que ocorre a comunicação com o mundo espiritual.
A maior parte da mediunidade acontece com espíritos do Plano Astral, por ser a dimensão mais próxima da Terra. Entretanto, também é possível haver contato com espíritos de planos mais elevados, embora isso normalmente exija maior preparo espiritual e desenvolvimento da mediunidade.
Na Umbanda, a mediunidade é utilizada como um instrumento de caridade. Os médiuns colocam seus dons a serviço dos mentores espirituais e das entidades para ajudar as pessoas por meio de orientações, passes, aconselhamentos e tratamentos espirituais.
A incorporação é uma das formas de trabalho mediúnico mais conhecidas. Nela, a entidade realiza um acoplamento energético com o médium, utilizando determinados chakras para transmitir suas orientações. Durante esse processo, o médium pode permanecer mais ou menos consciente, dependendo da profundidade do transe. Em muitos casos, ele também aprende com os ensinamentos transmitidos pela entidade.
Como a incorporação movimenta grande quantidade de energia, tanto o médium quanto a entidade participam de um intenso intercâmbio energético. Por isso, é importante que o médium estude, pratique e desenvolva sua mediunidade com responsabilidade, aprendendo a distinguir aquilo que vem dos mentores espirituais daquilo que é fruto de seus próprios pensamentos e emoções.
A Umbanda também ensina que os espíritos utilizam diversos recursos para ajudar as pessoas, como passes, banhos, ervas, pontos riscados, pontos cantados e outras práticas espirituais. Todo esse trabalho tem como objetivo promover o bem, aliviar o sofrimento e contribuir para a evolução espiritual.
Quanto mais o médium desenvolve sua humildade, seu autoconhecimento e sua disciplina, menor é a influência do ego sobre a mediunidade e maior é sua capacidade de servir como instrumento dos espíritos do bem. Dessa forma, a intuição, a mediunidade e o trabalho espiritual tornam-se caminhos de aprendizado, crescimento e auxílio ao próximo, beneficiando tanto quem recebe quanto quem realiza esse trabalho de amor e caridade.

 

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