Inversão de Valores na Sociedade

Por: Ryath
Vivemos em uma sociedade com uma enorme inversão de valores. Quando uma pessoa pratica bullying contra outra, quem costuma sentir vergonha e ficar mal é quem sofreu a agressão, e não quem a praticou.
A pessoa que sofreu não fez nada de errado. Quem agiu de forma errada foi quem causou o sofrimento. Isso é uma inversão de valores.
É como ensinava Chico Xavier: é mil vezes melhor sofrer um mal do que praticá-lo. Esse, sim, é um valor da luz, um valor luminoso.
Muitas vezes não paramos para pensar que uma pessoa que sofre uma traição é quem acaba se sentindo mal, feita de boba, com a autoestima abalada, quando, na verdade, quem traiu é que deveria sentir vergonha.
Muitas vezes, um cafajeste é bem visto por si mesmo e até por outras pessoas por conquistar várias mulheres e trair suas companheiras.
Ser um cafajeste alimenta o ego daquele homem, que se sente superior por trair, desrespeitar suas companheiras e sabe-se lá quantas outras pessoas ele tenha enganado.
Muitas vezes, quem pratica o mal é bem visto, enquanto quem sofre esse mal acaba sendo malvisto, tanto por si mesmo quanto pelos outros.
Essas são inversões de valores, nas quais o bem deixa de ser valorizado, enquanto o mal recebe reconhecimento.
Quem sofre o mal já sofre pela situação vivida e também pelos efeitos que isso pode causar em sua autoestima, que é algo muito importante.
Se a vítima passa a enxergar a si mesma de forma negativa por causa do que aconteceu, sua autoestima acaba diminuindo.
Nossa sociedade ensina a admirar certos comportamentos, como os dos alunos populares que praticam bullying ou do homem que trai e conquista várias mulheres.
Esses valores são justos, corretos e bons?
O que você acha?
Quando frequentamos uma religião e aprendemos que devemos praticar o bem, isso inclui esse tipo de atitude?
Qual é a visão de Deus sobre o que estamos abordando neste texto? Qual é o entendimento dos bons espíritos sobre essas situações? A pessoa que pratica o mal está realmente certa?
R: Não. Entretanto, muitas vezes a sociedade age como se estivesse.
Então, por que esses valores existem?
R: Porque foram implantados por pessoas que praticam o mal e que, segundo este entendimento, representam a maioria. São pessoas que buscam o controle, gostam de manipular, valorizam excessivamente o status, e tudo isso são manifestações do ego.
A religião, muitas vezes, procura se afastar desses valores; em outras situações, nem tanto. Porém, precisamos deixar de lado os valores negativos do mundo e aprender a nos valorizar por fazermos o bem e por sermos pessoas boas.
O autovalor e a autoestima precisam nascer dentro de nós. Se não vierem de nosso interior, de onde virão?
Não devemos buscar que os outros nos valorizem. Devemos aprender a valorizar a nós mesmos, sem nos basearmos na opinião alheia, mas sim nos valores do bem. Se procuramos viver o bem, devemos reconhecer isso e nos valorizar.
Precisamos reconhecer nossa bondade, nossas qualidades luminosas e tudo aquilo que temos de bom. Só então devemos nos valorizar.
Não devemos buscar esse valor na visão dos outros, pois é assim que conquistamos a autoestima. E a autoestima representa crescimento e transformação espiritual.
Não deixe que o olhar, os pensamentos ou as emoções negativas de quem lhe fez mal determinem quem você é. Procure conhecer suas qualidades e compreender as injustiças que a sociedade muitas vezes comete, bem como a forma de pensar das pessoas que cultivam comportamentos negativos.
Não espere que um canalha valorize sua fidelidade. Também não espere que alguém que admira pisar nos outros reconheça a bondade como algo valioso.
Não espere que uma pessoa desonesta valorize a honestidade.
Quem nos fez mal dificilmente reconhecerá o erro que cometeu ou dará valor ao bem. Quem precisa fazer isso somos nós mesmos, sem jamais nos sentirmos melhores do que ninguém.
O desejo de superioridade também pode surgir de uma necessidade inconsciente de autoestima. Por isso, é você quem deve trabalhar seu interior para aprender a se valorizar e tornar-se mais forte do que a opinião dos outros.
O ego não é autoestima; segundo este entendimento, ele nasce justamente da falta dela.
Autoestima é quando você reconhece algo de bom sobre si mesmo, e essa percepção vai para o coração, e não para o ego.
Na luz encontramos aquilo que realmente nos faz bem. Não direi que esse caminho seja fácil, mas, se você o percorrer com todo o coração e persistir nesse trabalho interior, ele lhe fará muito bem.
Você só tem a ganhar e a evoluir com esse processo, mas ele não acontece de um dia para o outro.
Não basta ler este texto, tentar se valorizar uma única vez e depois parar. O importante é levar esses ensinamentos no coração e buscar, repetidas vezes, valorizar-se por meio do amor e do coração, e não do ego.
As coisas realmente valiosas nem sempre são fáceis de conquistar, mas, se você aprender a se enxergar e a se amar, perceberá quanto esse caminho vale a pena.
Invista em si mesmo, pois o mundo muda quando nós mudamos.
Quando as pessoas que desejam nos fazer sentir mal percebem que não conseguem mais, muitas vezes deixam de insistir, porque isso perde o sentido para elas.
Valorize a si mesmo.
As coisas mais importantes estão dentro de nós. Nossa autovalorização, por exemplo, nasce em nosso interior.
Ame sempre a luz e valorize-a. Ela representa o bem. Por isso, não se sinta superior a ninguém, pois isso não é luz, mas ego.
Quem utiliza os outros para se sentir melhor acaba fazendo com que eles se sintam piores, afetando sua autoestima. Saia da competição e da necessidade de ser melhor do que os outros. Valorize a si mesmo sem fazer comparações e valorize também as outras pessoas quando elas possuírem as qualidades que você admira.
Fiquem com luz.
Seres de Luz
Não lhes propusemos uma tarefa fácil neste texto, mas um caminho que pode lhes fazer um bem muito maior do que imaginam.

 

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