Por: Ryath (Inspirado pelos Mentores Espirituais)
A Deusa Ísis representa, para os antigos egípcios, a personificação de dois papéis importantes na vida das mulheres: a esposa fiel e a mãe amorosa.
A fidelidade é uma qualidade do amor. Não espere isso de pessoas que não amam, de pessoas ruins e sem caráter.
A Deusa Ísis é a divindade feminina do amor.
O culto à Deusa Ísis sincretiza, na Umbanda, com Oxum, pois são a mesma deidade em crenças diferentes, com outras mitologias, nomes e formas de humanização.
Assim como Ísis é Oxum, também é Afrodite ou Vênus, Hebe, Concórdia, Carmenta, Juturna, Lakshmi, Ganga e Ranu Bai, que representam a mesma deidade sob diferentes formas.
Ísis é a divindade que existe dentro de Deus e que emana todas as energias Dele, do Divino Criador, referentes ao amor para toda a realidade.
Em cada cultura e religião, essa força do amor é representada de uma maneira diferente, mas sempre sendo humanizada por meio de histórias e nomes.
O rio Nilo está situado no meio do deserto, sem que haja qualquer explicação científica para isso. Na mitologia egípcia, porém, ele foi criado com as lágrimas de Ísis, que chorou pela morte de seu marido.
O rio Nilo foi feito com a magia dos antigos egípcios, que foram um povo espiritualmente avançado, onde, comumente, nasciam as almas mais espiritualizadas do nosso planeta.
Mais tarde, porém, esse avanço foi perdido pelo uso desses recursos mágicos para alimentar o ego humano, de forma muito parecida com o que ocorreu com Atlântida.
Entretanto, a história da morte de seu marido, Osíris, outra divindade egípcia, não terminou de forma trágica, pois Ísis o trouxe de volta à vida.
Da união entre Ísis e Osíris nasceu a deidade Hórus, de acordo com a mitologia. Essa é uma história repleta de simbolismos, pois Deus é o Criador das divindades, que emanam Suas qualidades para tudo o que existe, sustentando, criando e modificando toda a realidade.
O Deus Osíris é a deidade que cuida do submundo espiritual. Assim, Ísis tinha a tarefa de restaurar a alma daqueles que iam para esse submundo.
Os locais espirituais inferiores existem para restaurar a alma dos espíritos negativos.
Espiritualidade é amor e consciência, e quem rege o amor é Ísis.
Tudo nos conduz à evolução espiritual, e essa evolução é o aumento do nosso amor, que amplia nossa bondade e torna o mundo um lugar melhor.
O amor é o que rege as boas ações.
Nosso planeta recebe almas que se encontram na negatividade e na maldade para restaurá-las e torná-las positivas e boas. Esse é um belo projeto de luz, e, nesse processo, Ísis e Osíris fazem sua parte, juntamente com milhares de seres de luz, como anjos, dragões, iluminados que dirigem falanges de espíritos, elementais e muitos outros.
Nosso planeta, nesta fase atual, é um restaurador de almas negativas, para fazê-las vibrar no amor, que é o estado elevado das almas.
Assim como ensina o Espiritismo, estamos aqui para aprender a amar e, se já sabemos amar, para ampliar ainda mais esse amor.
Existem dois caminhos: o do amor, que é o da energia emanada pela Deusa Ísis, e o da dor.
O caminho da dor não é gerado pelos outros, mas por nós mesmos, por meio das maldades praticadas e do karma negativo, que retorna ao seu próprio executor.
Cleópatra declarou-se a nova Deusa Ísis, o que é uma mentira. E a pior mentira é aquela que contamos a nós mesmos. Foi por atitudes como essa, movidas pelo ego humano e pelo desejo de tornar-se uma divindade, que todo o avanço existente na magia do Antigo Egito foi perdido.
Muitas pessoas buscam a grandeza, quando, na verdade, é a humildade que representa algo elevado.
Quem é verdadeiramente grande não se preocupa em ser visto como superior, pois isso pertence ao ego, à vaidade, ao orgulho e à arrogância.
Esse é o caminho da humildade. Quando nosso interior não se deixa dominar pelo ego, abrimos espaço para o amor.
A humildade é uma grande facilitadora do amor, e essa é uma força regida por Ísis.
É na humildade e na prática das boas ações que encontramos nossa evolução espiritual.
Entregue-se ao amor. Abandone e desprenda-se do orgulho e da vaidade, mas primeiro reconheça-os dentro de si.
É muito comum que, devido à passagem bíblica em que Moisés se declara contra a existência dos deuses, as pessoas se esqueçam de que o Egito, assim como a Índia, foi um dos locais espiritualmente mais evoluídos do nosso planeta, e ambos cultuavam os deuses.
Muitas vezes, os deuses chegam até mesmo a ser demonizados por alguns cristãos.
Demonizar é atribuir a algo a qualidade de demônio.
Mas, falando de Ísis, como o amor poderia ser algo demonizado? Como poderia ser algo ruim ou impuro?
Nós, que acreditamos em karma e reencarnação, estudamos frequentemente o tema das divindades, presentes no Taoísmo, no Hinduísmo, nas antigas crenças da Grécia, do Egito e em muitas outras tradições. Como isso poderia ser algo ruim?
Existem muitas religiões que buscam a iluminação, que é um estado de amor muito elevado, e que cultuam divindades. Tanto no Egito Antigo quanto na Índia buscava-se intensamente esse estado permanente de luz.
O espiritualismo do Egito buscava a iluminação, assim como as tradições da Índia e do Taoísmo. Todas essas religiões também procuram esse elevado estado espiritual.
Se religiões que cultuam os deuses buscam a iluminação e o amor, como isso poderia ser algo ruim ou negativo?
As tradições religiosas que cultuam os deuses são positivas e ensinam o amor.
Fiquem com luz.
Sejam seres de luz.
Sejam seres do amor e da bondade.





