Amor – O Ponto de Espiritualidade e Elevação – Jung

Por: Ryath

O que Jung nos denota como amor é mostrado por esse psicólogo como algo do que chamamos de extremamente elevado, algo que denotamos como grande espiritualidade, e que tem relação com o autoconhecimento.

Para Jung, o amor é muito superior à paixão cega e ao instinto.

Amor, Maturidade e Fidelidade

O amor exige profundidade e fidelidade, ou seja, quanto mais autoconhecimento uma pessoa tem, mais capacidade ela tem de amar e de possuir maturidade emocional para ser fiel.

A maturidade emocional também é fruto do autoconhecimento.

A pessoa que ama em um relacionamento romântico abdica de fantasias de outras infinitas escolhas para se comprometer, de forma real, vivida, ética, moral e responsável, com o outro.

Amor e Autoconhecimento

Jung, em uma profundidade absurda, ensina que o amor não nos leva somente ao outro, mas também ao nosso próprio autoconhecimento.

Isso significa que o amor é possível por causa do nosso autoconhecimento, e ele nos dá ainda mais autoconhecimento.

As relações nos servem como espelhos de nós mesmos, o que acaba mostrando o que ele chamava de inconsciente e sombra.

O que não sabemos sobre nós mesmos são conhecimentos que já existem dentro de nós, em nosso inconsciente. É inconsciente porque ainda não temos consciência deles, mas, ao passarem a ser conscientes, adquirimos o autoconhecimento.

As relações amorosas também, através da entrega e da maturidade emocional, acabam transformando quem ama, ou seja, trazendo também o seu autoconhecimento.

O Amor e o Respeito ao Outro

Jung também ensina que, onde existe amor, existe ausência de poder, e, onde existe poder, existe ausência de amor.

Jung defendia que relações baseadas em controle, submissão ou posse anulam o amor verdadeiro, pois amar exige a aceitação do outro em sua totalidade e liberdade.

 

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