Autoconhecimento
No Taoísmo, Jung encontrou uma convergência e uma confirmação de seu conceito de autoconhecimento, chamado por ele de individuação, com o conceito taoísta.
No Taoísmo, o indivíduo, para se autoconhecer, precisa integrar seus opostos, o Yin e o Yang, para alcançar a totalidade do ser, o Tao.
Jung via essa integração dos opostos — como o consciente e o inconsciente — como algo que, em sua teoria, precisa ocorrer para que o indivíduo se torne um ser total.
Para Jung, o Tao é o que ele chamou de Self, que representa o total do ser, ou seja, o ser como um todo.
Jung via o texto taoísta O Segredo da Flor de Ouro como um caminho de reintegração da alma com o Self ou o Tao.
As meditações de O Segredo da Flor de Ouro, para Jung, eram um caminho de individuação.
De modo geral, Jung via as meditações como um caminho de autoconhecimento, e isso também está muito presente no Taoísmo, no Budismo e no Hinduísmo.
Lao-Tsé, autor da principal obra do Taoísmo, o Tao Te Ching, ensinava algo semelhante ao que Jung propunha sobre o autoconhecimento.
Lao-Tsé ensinava a abraçar a nossa natureza paradoxal, e Jung, de outro modo, dizia algo semelhante: que precisamos aceitar as tensões e as contradições da vida, pois isso faz parte de nossa transformação no mundo.
O I-Ching e a Teoria da Sincronicidade
Jung utilizou, em sua prática terapêutica, o oráculo do I-Ching e obteve diversas respostas que demonstraram que esse era um meio significativo. Com base nisso, desenvolveu a teoria da sincronicidade, segundo a qual existem paralelos entre o mundo mental — o que se passa em nossa mente — e o mundo físico, onde nosso corpo se manifesta.
O I-Ching, assim como a sincronicidade, estabelece uma conexão entre o mundo interior e o mundo exterior.
Para Jung, o I-Ching foi um meio de acesso ao inconsciente de seus pacientes.
O I-Ching é o nome tanto do oráculo quanto do livro que contém respostas para as perguntas feitas ao oráculo. Jung, inclusive, escreveu um prefácio para essa obra.
Para Jung, o I-Ching, cujo nome pode ser traduzido como “Livro das Transformações”, pode trazer compreensão sobre as próprias ações, além de favorecer o autoconhecimento.
Quando nos conhecemos e assumimos o que percebemos sobre nós mesmos, nós mudamos.
Mandalas e Símbolos
Jung estudou profundamente as mandalas e os símbolos, utilizando-os em suas práticas terapêuticas, provenientes das mais diversas religiões, tanto orientais — como o Taoísmo e o Budismo — quanto ocidentais, como o Cristianismo.




