JUNG EXPLICA A ESPIRITUALIDADE

Por: Ryath

Carl Gustav Jung é o criador da Psicologia Junguiana ou Analítica. No início de sua carreira, trabalhou junto com Freud; depois, houve a separação.

A Psicologia Analítica é um dos sistemas mais famosos da Psicologia.

A explicação da espiritualidade em Jung está em sua teoria dos tipos psicológicos.

Existem dois tipos psicológicos principais: os mentais e os sentimentais, e um é o oposto do outro.

Sentimentais

São os espiritualizados e vivem seus sentimentos, passando a maior parte do tempo sentindo emoções.

Emoções são luz.

Quando se fala em tipos mentais ou sentimentais sem dar muitas explicações, comumente as pessoas não sabem qual é o seu tipo, pois também pensam e têm sentimentos.

Sim, os tipos sentimentais também pensam, mas tomam suas decisões baseadas nos sentimentos e frequentemente não percebem isso. Às vezes, acham que suas decisões são baseadas em pensamentos, mas são reflexões muito curtas e, por trás delas, existem emoções. Ainda assim, precisam aprender também a ser reflexivos em determinados momentos da vida, e o autoconhecimento traz isso, apesar de os tipos mentais não serem os espiritualizados.

Os tipos sentimentais geralmente estão muito ligados ao seu lado inocente, pois dão muita importância ao significado das coisas, um significado que muitas vezes não é consciente.

Importam-se com o que é certo, bom e agradável, e julgam as coisas com base em certo e errado, bom e mau, agradável e desagradável. Porém, mesmo assim, podem errar, sabendo ou não que estão errando.

Muitas pessoas podem pensar que, como as personalidades espiritualizadas se importam com o que é certo, uma preocupação excessiva em não errar e o perfeccionismo seriam características de seres com mais autoconhecimento. Porém, não é assim. Uma preocupação excessiva em não cometer erros ou em se achar perfeito não é algo positivo ou luminoso, mas sim um defeito que até pessoas boas podem apresentar, e a correção disso é feita por meio do autoconhecimento.

Tanto pessoas com maior quanto com menor autoconhecimento, mesmo sendo boas, podem apresentar esse defeito ou não. Isso independe do grau de evolução espiritual.

É importante não buscarmos o perfeccionismo, pois isso é rigidez e inflexibilidade. Devemos buscar o bem e aceitar nossas falhas e as falhas dos outros.

Não devemos nos culpar ou nos depreciar por termos defeitos.

É através dos sentimentos que nos importamos com os outros.

A amizade verdadeira só é possível com alguém sentimental.

Mentais

Passam a maior parte do tempo sem sentimentos. Têm apenas alguns poucos momentos de emoção, mas nem todos os têm, porque alguns são quase puramente mentais.

Quando se fala em tipos mentais e sentimentais sem muitas explicações, os tipos mentais costumam se reconhecer facilmente, pois vivem sem sentimentos, em uma espécie de vazio nesse sentido, e não sofrem por causa disso; são assim porque gostam de ser assim.

É comum não gostarem de amor, apesar de muitas vezes não perceberem isso, e só gostarem em alguns poucos momentos.

Frequentemente confundem amor com posse e poder. Acham que amam quando, na verdade, o que sentem pelo outro é desejo de posse ou domínio.

Jung dizia que são tipos lógicos e matemáticos, extremamente racionais.

São extremamente planejadores porque gostam de controlar tudo.

Planejam para conseguir controlar; observam como devem agir e falar para conseguir o que querem o tempo inteiro e, comumente, veem isso como um jogo.

Poder, para eles, é conseguir dominar pessoas, situações e objetos.

Muitas vezes, fingem ser sentimentais para manipular os sentimentais. Fingem ter as características de um ser assim e podem fazer isso o tempo todo, durante toda a vida.

Quem é controlado geralmente não percebe o controle, porque tudo é feito de forma encoberta.

Quando o controle é muito grande, um dos sintomas na pessoa controlada é sentir-se sufocada, embora às vezes sinta isso sem perceber a causa.

Em outras correntes da Psicologia, o tipo mental é associado ao egoísmo, mas eles não se reconhecem como egoístas, pois isso afetaria sua vaidade e seu ego.

Não julgam com base em certo e errado, bom e mau, agradável e desagradável, mas sim na lógica. Por isso, muitas vezes fazem o mal para alcançar seus objetivos, sem se importar com os outros.

Também, por não julgarem com base nesses valores, podem casar-se ou manter relacionamentos baseados em vantagens ou poder. Podem casar-se por dinheiro, por exemplo.

Porém, nem toda pessoa que critica os outros como se estivessem errados é necessariamente uma pessoa mental. Pessoas mentais fazem isso, mas muitas vezes para descarregar frustrações, para se sentirem superiores ou para provocar raiva em relação a outra pessoa. Pessoas sentimentais também podem fazer isso, embora nem todas o façam.

Também é muito fácil confundir pessoas reprimidas com tipos mentais, pois pessoas reprimidas não demonstram sentimentos, o que não significa que não os tenham.

O Espiritualismo

(Explicações que não são de Jung)

No início da evolução espiritual na fase humana, a pessoa é puramente mental. Depois, vai desenvolvendo a capacidade de sentir.

Os Mestres Ascensos chamam as pessoas sentimentais de coração, pois os sentimentos vêm do coração.

Os iluminados dizem que, nesse início da fase humana, o ser ainda não tem o coração espiritual desenvolvido. À medida que evolui espiritualmente, o coração espiritual se abre como uma flor de lótus, e a pessoa passa a ter a capacidade de sentir. Porém, nem por isso deixa de ser mental; ela continua sendo assim, tendo emoções apenas em alguns momentos.

À medida que evolui, vai desenvolvendo e melhorando os sentimentos e pode se tornar ou não um tipo emocional.

Tornar-se um tipo emocional não depende apenas da evolução, mas também de perceber que os sentimentos são melhores do que a mente. Porém, é difícil perceberem isso, pois os mentais tendem a ser manipuladores e acreditam que os outros também são. Cada pessoa avalia o outro a partir de si mesma.

Mesmo uma pessoa sendo do coração, pode mudar e tornar-se mental sem perder a evolução e, depois, mudar novamente e voltar a ser emocional.

Um dos casos famosos é o do espírito André Luiz, nas obras de Chico Xavier, que conta a história de um ser que era mental e se tornou do coração.

Isso pode causar confusão ou ser difícil de entender, pois a evolução nem sempre acompanha diretamente a espiritualidade. Explicamos melhor isso no texto “Diferença entre Níveis de Evolução Espiritual, Espiritualidade e Vibração”, que vale a pena conferir para compreender melhor a espiritualidade.

O Senhor da Luz Prateada também ensina que o caminho da evolução é o caminho do coração. O coração traz a evolução.

Porém, muitas vezes, uma pessoa emocional pode ser muito educada no ego, o que é comum, e assim age menos pelo coração, o que dificulta agir e pensar de uma forma que traga autoconhecimento, mas nem por isso se torna egoísta.

Precisamos ser educados de uma forma melhor.

Também é importante lembrar que, como o planeta Terra é um grande receptor de almas de pessoas mentais que vêm de outros planetas para evoluírem e deixarem de ser assim, na atual fase que vivemos, após Atlântida, a população terrestre é majoritariamente mental.

 

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