Por: Ryath
Carl Gustav Jung estudou e utilizou técnicas com mandalas.
Em suas pesquisas, manifestavam-se essas figuras sagradas em sonhos, na imaginação de seus pacientes e em momentos de crise e transformação psíquica.
Os sonhos nos ajudam a lidar com nossos conteúdos psíquicos.
Nas observações de Jung, as mandalas ajudavam a dar ordem ao caos interior e, nas crises, auxiliavam na cura e na melhora da mente e do emocional.

As mandalas também têm um poder transformador, como observou Jung, e promovem o autoconhecimento. Esse é o grande objetivo ao utilizarmos mandalas aqui no site.
A psicoterapia visa promover o autoconhecimento.
Quando criamos mandalas ou as utilizamos em práticas de meditação, contemplação e visualização, como fazemos aqui no site, o que acontece é a manifestação do inconsciente.
O inconsciente é aquilo que não sabemos sobre nós mesmos. Nele ficam guardadas informações ocultas, que desconhecemos; porém, quando elas emergem, tornam-se conhecidas, e então ocorre o autoconhecimento.

A mandala representa a conexão entre o inconsciente e o consciente, funcionando como uma ponte entre ambos.
Os conteúdos passam do inconsciente para o consciente, tornando-se conhecidos, e, assim, a consciência se amplia em relação ao conhecimento de nós mesmos.
A estrutura circular da mandala, com um ponto central, simboliza o “si mesmo” e a ligação com a personalidade.
Jung via a mandala como uma representação da consciência, mas ela também pode desempenhar outras funções, como a cura física e a limpeza energética, entre muitas outras.
Para Jung, a mandala representa o universo, o centro da personalidade e a totalidade do ser humano.
Ela integra a consciência individual ao centro da personalidade e serve para unir diversos aspectos do ser ao seu todo.
Jung introduziu o uso da mandala na Psicologia Analítica como um recurso de meditação, autoconhecimento e cura.

As mandalas desenhadas pelos pacientes também serviam para a análise do terapeuta, permitindo observar seus estados mentais e emocionais — algo que Jung também fazia consigo mesmo.
Quando os pacientes desenhavam mandalas e as interpretavam junto com o terapeuta, isso revelava as mudanças internas e favorecia o processo de cura.
As mandalas funcionam como um mapa da alma.




