A Kundalini para o Budismo

Por: Ryath

Existe, no Budismo Esotérico, um conceito igual ao da Kundalini hindu, que é um fluxo essencial de energia vital chamado rlung ou prana, que se move por canais de energia que existem dentro do corpo humano e pelos chakras.

Nosso corpo, além da anatomia física, também tem uma anatomia energética. Assim como pelas nossas veias se move o sangue, pelos nossos canais de energia se movem o rlung ou o prana.

Essa energia, que é equivalente à Kundalini, está associada ao movimento do rlung ou prana.

Existe uma prática chamada Tummo, que os budistas esotéricos e os yogues tibetanos usam para despertar a Kundalini.

Tummo significa fogo interno.

Mestre DeRose define a Kundalini como um fogo congelado dentro do ser humano. Esse fogo em movimento, ou seja, não congelado, não parado, mas se movendo como um fogo, é a Kundalini desperta e, assim, ela coloca os poderes paranormais em funcionamento.

Enquanto está congelada, não.

As práticas do Tummo despertam o calor da Kundalini e a colocam em movimento.

Porém, o objetivo do Budismo não são os poderes em si, nem apenas o despertar da Kundalini pelo despertar dela, mas sim utilizá-la para se atingir a iluminação, o Nirvana.

Para a Yoga Hindu, no caminho do autoconhecimento, a Kundalini é uma etapa anterior à iluminação, que eles chamam de Samadhi.

E o despertar da Kundalini produz um grande autoconhecimento.

A meditação do Zen Budismo também proporciona poderes paranormais, mas, dentro dessa linha, esses poderes são proibidos de usar, pois podem estimular muito o ego, como o orgulho e a vaidade.

Os poderes da Kundalini são a clarividência, clariaudiência, viagem astral, telepatia, mediunidade, intuição, vidência e muito mais.

Mas a mediunidade não é fruto somente de quem tem a Kundalini desperta, mas também de quem nasce com esse dom.

Os oráculos no Budismo Tibetano são médiuns que dão conselhos.

 

Quem somos - Sobre o Site - Contato