Por: Ryath
Buda tem um ensinamento muito interessante, que é: quando você foge da dor, você prolonga a dor.
A própria paz surge quando encaramos o que nos dói sem fugir.
Para nos autoconhecermos, é importante não apenas descobrir as coisas, mas também assumi-las, e não negá-las.
Na mágoa, uma informação sobre alguém nos causa dor; mas fugir dela atrapalha o processo de assumir o que essa informação mostra: que a imagem que temos dessa pessoa dentro de nós está errada — e é justamente isso que vai nos fazer sair da dor.
Isso nos dói porque temos apego a essa ilusão; mas, ao verificarmos que a informação estava errada e que a realidade é diferente do que pensávamos — ou seja, uma ilusão —, então não há por que sofrermos por alguém que é diferente do que imaginávamos.
Em um relacionamento, podemos sofrer por gostarmos de uma pessoa que acreditamos ser boa, honesta, com características que admiramos, quando, na realidade, não é assim.
Se não admirássemos uma pessoa má, desonesta, que faz mal aos outros, não formaríamos admiração nem apego por ela; logo, não haveria motivo para sofrer.
Desconstruímos, assim, a visão ilusória que um dia foi criada e que alimenta o nosso sofrimento.
O Budismo também ensina que o silêncio é um espelho, e, quando não o desejamos, estamos evitando observar o quê em nós?
Segundo o Budismo, o silêncio revela feridas que tentamos ignorar.
O Budismo também ensina que, quando não suportamos ficar sozinhos, isso também é uma fuga de nós mesmos; quando evitamos nossa própria companhia, é porque não a apreciamos.
É importante também aprendermos a apreciar a própria companhia; porém, somos seres sociáveis e também precisamos nos relacionar. É lidando com os outros que aprendemos sobre nós mesmos, como ensina a Psicologia.




