Por: Ryath
A França foi um local com grande espiritualismo na filosofia, contando com Allan Kardec, Henri Bergson, Maine de Biran, Félix Ravaisson, Pierre Teilhard de Chardin e Louis Lavelle.
Ao que me parece, Louis Lavelle (1883–1951), filósofo moderno, antecipou muito do que posteriormente seria desenvolvido pela Psicologia Transpessoal, pela Física Quântica e pelo Misticismo, ou apresentou conceitos que beiravam tudo isso.
Beirando a Física Quântica, o Misticismo e a Psicologia Transpessoal, Lavelle ensinava que o ser faz parte de uma realidade total que contém e penetra todas as coisas, e que nossos pensamentos e emoções não são individuais, pois tudo se interpenetra.
Pode parecer difícil de entender esse conceito, mas, quando o observamos visando ao Misticismo, ele se torna muito compreensível.
O Misticismo é ir além de si mesmo e penetrar em uma realidade onde todas as vidas, tudo, faz parte de uma coisa só. É aí que a filosofia de Lavelle diz que tudo se interpenetra.
Uma pessoa que passa pela barreira do próprio ego e entra nessa realidade, seja momentaneamente ou de forma permanente, atingindo a iluminação, penetra em outras consciências, podendo extrair informações delas. Então, tudo faz parte da mesma coisa.
A Psicologia Transpessoal, que estuda as experiências além do pessoal, além de si mesmo, tem a expansão da consciência como seu objeto de estudo. Isso tem relação com o Misticismo, que não é loucura nem algo não saudável. Muito pelo contrário: essas experiências de expansão da consciência são curadoras e utilizadas por essa filosofia para tratar os pacientes por meio de técnicas específicas.
Louis Lavelle também ensinava, em sua filosofia, que o ser é único, não existindo outro igual, algo que eu escutava muito na faculdade de Psicologia.
Louis também ensinava que o ser engloba seu criador, Deus, a criação e a criatura em uma totalidade harmônica. Isso pode ser compreendido por meio dessa unicidade do Misticismo, pois fazemos parte de tudo, e tudo faz parte da gente. Assim, tudo se interpenetra.
Em sua filosofia, Louis também ensinava sobre um Ser infinito, Deus, fonte de onde todas as coisas derivam.
É a consciência de nós mesmos, ou seja, o autoconhecimento, que nos leva a transcender a nós mesmos, ao ego, e nos conduz à dimensão da percepção de que nos integramos a todas as coisas, que fazemos parte de tudo e que tudo faz parte de nós.
As diversas doutrinas orientais nos falam das ilusões, e Louis também nos fala disso, sendo o autoconhecimento aquilo que nos liberta dessas ilusões.
Inclusive, o Budismo ensina que a visão de que estamos separados de tudo é uma ilusão, e isso é provocado por nosso próprio ego.
É nos libertando do ego através do autoconhecimento que rompemos com sua barreira. Isso está de acordo com a filosofia de Lavelle.
Na Psicologia Transpessoal e por meio de técnicas espirituais, em diversas correntes místicas, como o Cristianismo Místico, o Zen-Budismo, o Budismo Esotérico, o Taoísmo e a Yoga, e inclusive com nossas meditações guiadas ou mandalas aqui do site, você pode atingir momentaneamente esse estado de unidade com todas as coisas.
Isso significa que o ego é transcendido momentaneamente, trazendo autoconhecimento e cura interior.
Obtendo um grande autoconhecimento, o ego é transcendido momentaneamente, e aí conseguimos alcançar o que algumas religiões e espiritualismos chamam de iluminação, que é um termo geral: santidade, no Cristianismo; Nirvana, no Budismo; ascensão, no Esoterismo e na Umbanda; imortalidade, no Taoísmo; moksha, no Hinduísmo; samadhi, na Yoga — que difere do sentido hindu —, e assim por diante.





