Por: Ryath
(Texto inspirado e intuído pelos Mestres da Luz)
Um mestre da Umbanda, uma entidade amiga e guardiã espiritual, certa vez me ensinou que Deus não nos criou a partir de um pedaço d'Ele para, depois, voltarmos e nos fundirmos novamente com o Criador.
Segundo esse mestre, Deus não nos criou para simplesmente voltarmos ao ponto de origem, como se toda a nossa jornada evolutiva não tivesse sentido.
Mais tarde, estudando sobre espiritualidade, compreendi que Deus é infinito e que a evolução também é infinita. Assim, estamos sempre evoluindo pela eternidade, tornando-nos cada vez mais parecidos com o Criador, mas sem nunca nos igualarmos totalmente a Ele.
Se Deus é infinito, a evolução também não tem fim. Sempre existirão diferentes planos e níveis de existência, desde os mais elevados até os mais simples.
Isso significa que sempre haverá um lugar para estarmos e, portanto, sempre teremos algum tipo de corpo para viver nesses planos.
Sempre existirá um espaço externo, onde há um corpo, e um espaço interno, que é o nosso mundo psicológico, formado pela mente e pelos sentimentos.
Deus e a evolução nunca acabam.
Recentemente, assistindo a vídeos do lama budista Michel Rinpoche, aprendi que, para o Budismo Esotérico Tibetano, sempre teremos uma mente e um corpo.
No Budismo, o termo mente já inclui também as emoções. No Ocidente, costumamos separar mente e sentimentos, mas, para o Budismo, tudo isso forma o nosso aspecto psicológico.
Lama Michel explica que existem três níveis: um corpo grosseiro com uma mente grosseira, um corpo sutil com uma mente sutil e um corpo muito sutil com uma mente muito sutil.
Segundo o Vajrayana, quando morremos no plano físico, deixamos os corpos e as mentes grosseiros e sutis, mas permanecemos com a mente muito sutil, que é eterna, juntamente com seu corpo muito sutil.
Ou seja, para o Budismo Tibetano, aquilo que somos por dentro sempre estará ligado a algum tipo de corpo, mesmo que ele não seja físico. Esse corpo é espiritual e contínuo.
Se sempre teremos um corpo, também precisaremos de um lugar para existir, ainda que seja em outras dimensões além da física.
A Umbanda possui fundamentos que dialogam com várias tradições, como o Budismo, o Cristianismo, as tradições indígenas, africanas e hinduístas. Por isso, é possível que esse ensinamento recebido na Umbanda também tenha relação com princípios semelhantes aos do Budismo.
Namastê.
Fique com Luz.
Ser de Luz.





