Budismo e Umbanda – Como Meu Trabalho de Divulgar a Similaridade entre Essas Duas Religiões Começou
Por: Ryath
(Texto inspirado pelos Mestres da Luz)
Quando entrei para a Umbanda, conheci muitos ensinamentos bonitos e profundos. Ao mesmo tempo, eu sempre gostei muito do Budismo. Porém, quando comecei a ler certos ensinamentos budistas, como "não ter desejos" e "viver apenas o presente", fiquei confuso, pois isso parecia diferente do que eu aprendia no centro de Umbanda.
O lugar que eu frequento sempre deu muita importância aos sonhos e aos desejos, desde que fossem coisas boas.
Antes disso, eu achava que sonhos e desejos não eram importantes e que deveríamos até evitá-los. Mas, ao ler sobre o Budismo, esse conflito interno aumentou.
O sacerdote do templo de Umbanda que eu frequento me explicou que viver o presente não significa abandonar os sonhos, mas sim viver o absoluto, ou seja, estar consciente e presente em tudo o que fazemos.
Depois disso, procurei monges budistas para tirar minhas dúvidas sobre os desejos. Foi assim que encontrei o Reverendo Genshô pela internet. Ele explicava que, no Budismo, existem palavras em sânscrito e em pali, como Tanha, Mana e Ditthi, que se referem a desejos negativos, como apego, orgulho e visões distorcidas. Porém, muitas traduções simplificam tudo para apenas "desejo", o que muda o sentido original.
Então, percebi que muito do meu sofrimento vinha dessas traduções confusas.
E aí pensei: quantas pessoas não entram em conflito por causa dessa forma de traduzir?
Seria importante explicar melhor esses termos, pois, em muitos sites, não vemos essa preocupação em esclarecê-los.
Com o tempo, estudando Budismo e Umbanda, percebi que eles têm muitas semelhanças. Inclusive, a forma como as entidades da Umbanda atuam lembra muito a Psicologia Budista: ajudar o outro a partir da realidade dele, daquilo que é importante para ele, e não do que nós achamos melhor.
Cada pessoa tem seus próprios desejos, sonhos e objetivos e, por isso, cada uma precisa de um tipo de orientação diferente.
Há pouco tempo, lendo sobre os fundamentos da Umbanda, descobri que essa religião afro-brasileira também tem influências do Budismo e do Hinduísmo, além das tradições africanas, indígenas e do Espiritismo. Achei isso muito interessante.
Resumindo, encontrei muitas semelhanças entre essas duas religiões e comecei a divulgar isso nos meus sites. Mesmo sabendo pouco, já consegui escrever alguns textos. Espero aprender muito mais, com paciência, pois essas descobertas são recentes. Se for da vontade de Deus e parte da minha missão, ainda descobrirei muito mais.





