Por: Ryath
Meu pai, ateu, em minha infância, sempre colocou que o ateísmo é a verdade, e isso me deixava muito deprimido. Mas, depois, minha mãe, muitas vezes, ao me ver desse jeito, dizia que o espiritual existe.
Mais tarde, passei por uma terapeuta que pregava a religião como algo ruim e falso; isso também abalava minha fé e me deixava mal. Na faculdade de Psicologia, também havia uma mentalidade que colocava a ciência como divergente do espiritual.
Todo esse abalo em minha fé me fez procurar, aos meus 18 anos de idade, diversas pesquisas científicas que mostrassem que o espiritual existe. E realmente encontrei uma pesquisa que indicava isso: a de Sam Parnia e Peter Fenwick, sobre a qual depois escrevi um texto divulgando-a.
Essa pesquisa foi realizada com pessoas que estavam clinicamente mortas em hospitais e que relatavam ver e ouvir o que os médicos diziam antes de ressuscitá-las. Houve, inclusive, um caso de uma pessoa que, estando morta, ou seja, em espírito, teria andado pelo hospital, saído pela rua e visto um acidente.
Esse acidente foi verificado pelos médicos na delegacia, e realmente havia acontecido.
Alguns anos depois, com a fé fortalecida por essa pesquisa, entrei para a Umbanda e presenciei muitos fenômenos mediúnicos, nos quais, por meio de médiuns incorporados, espíritos transmitiam informações sobre o que acontecia comigo e sobre o que eu pensava, sem que eu tivesse relatado. Inclusive, muitas previsões feitas sobre minha vida se concretizaram, como meu casamento, que seria em 2005. Eu só consegui marcar para 2006, mas, com uma desistência, consegui casar no ano previsto por uma entidade cigana chamada Yaco.
Meu mestre na Umbanda é muito preciso e fala coisas constantemente para mim sem que eu tenha contado a ele; isso é corriqueiro. Ele possui expansão da consciência.
Certa vez, quando minha esposa faleceu, eu estava meio brigado com meu mestre. Queria muito falar com ele, mas não liguei. No mesmo instante em que isso ocorreu, ele me ligou e disse que sabia que eu queria falar com ele, pois estávamos conectados. Isso foi muito marcante para mim.
Nessa época na Umbanda, recebi, por mensagem do meu mestre, logo no início — antes do falecimento de minha esposa —, uma pesquisa da USP sobre passe magnético, desses usados por espíritas, e escrevi sobre ela; está aqui no site.
Então, comecei a buscar e escrever sobre pesquisas que mostram que o espiritual existe, e encontrei diversas delas, todas confirmando positivamente. Não encontrei nenhuma, absolutamente nenhuma, que mostre que o espiritual não exista.
Um nome que se destacou foi o de Chico Xavier, que possui muitas pesquisas comprovando a veracidade de sua obra.
Outra pesquisa interessante foi a de Luiz Gasparetto, que pintou um quadro no escuro, incorporando o espírito de um artista, para demonstrar que o fenômeno é real; isso foi filmado por câmeras que registram imagens na ausência de luz.
Recentemente, está mais fácil encontrar pesquisas desse tipo, e encontrei muitas delas, escrevendo sobre elas em nossa seção do site “Provas do Espiritual” ou “Religião e Ciência”; vale a pena conferir, pois temos dezenas de artigos.
Fui muito impactado por ateístas que tentavam tirar minha fé constantemente em minha infância e adolescência, e, às vezes, isso ainda ocorre em minha vida adulta. Porém, com o embasamento que tenho em provas, minha fé é inabalável. Deixo esses textos por escrito para que a fé das pessoas também seja forte como o aço, sem se abalar, pois a falta de crença na continuidade da vida causa muito sofrimento para algumas pessoas, como causou para mim.
Encontrei muitas pessoas que se dizem da ciência e são contra o espiritual; mesmo apresentando provas e evidências, isso não muda a opinião delas.
Existe uma pessoa em particular — cujo nome não vou citar — com quem sempre falo sobre pesquisas e que levei ao centro de Umbanda muitas vezes. Essa pessoa teve diversas experiências, mas, mesmo assim, não acredita; continua sendo ateia e ainda tenta me convencer do contrário.
É uma pessoa materialista, e acredito que seu ego esteja enraizado no orgulho e na vaidade de se achar mais inteligente que os outros; nessa ideia, considera o espiritual uma bobagem, chegando a afirmar que religião é coisa de gente “trouxa”.
A ciência não é contra o espiritual, mas existe uma cultura que a coloca dessa forma.
O mundo científico é cheio de preconceitos contra o espiritual, e tive uma revelação mediúnica, por meio de meu mestre, sobre o porquê disso: na Inquisição, a religião perseguiu a ciência e os chamados “bruxos”, impondo sentenças de morte e torturas terríveis. Com isso, formou-se, em alguns grupos ligados à ciência e às faculdades, uma cultura antirreligiosa que vem daquela época.
A ciência já foi vista como uma ameaça à Igreja, pois suas descobertas e teorias contrariavam interpretações bíblicas. Isso resultou em perseguições e mortes; para o catolicismo da época, o pensamento científico era uma ameaça que precisava ser reprimida a qualquer custo. Isso gerou mágoa e uma cultura antiespiritual e antirreligiosa.
Algumas pessoas ainda se apegam a essa visão contrária ao espiritualismo e, mesmo diante de evidências, não aceitam, pois não seguem a verdade, mas sim seus egos.
Já notou que a palavra “apego”, das cinco letras, tem “ego” nas três últimas?
Apego é apego ao ego, que se manifesta como orgulho e vaidade, e não tem relação com a verdade.
Para essas pessoas, não existe um comprometimento com a verdade, mas sim com o próprio ego.
Essas mesmas pessoas que falam em fatos e provas na ciência são, muitas vezes, as que se recusam a aceitar os fatos e as provas do espiritual.
Elas se atêm ao mundo material e recusam o espiritual, mesmo quando há indícios de sua existência. Assim, não há compromisso com a verdade, mas com o próprio ego — uma forma interessada de ver o mundo, baseada nos interesses pessoais.
Para algumas pessoas, o que importa é apenas o material, e não o espiritual; isso pode ser chamado de materialismo.




