MOISÉS, O ÊXODO E O EGO

Por: Ricardo Chioro
(Parte deste texto é canalizada dos Mestres Ascensos)
Quando uma pessoa coloca sua religião como superior ou melhor que as outras, ela não faz isso movida pelo coração, pela espiritualidade ou pelo self, mas sim pelo ego.
No misticismo e no esoterismo, estudam-se muito as diversas religiões. Entre elas, dá-se grande importância à iniciação. Os lugares famosos de iniciação na Terra são o Tibete, a Índia e o Egito Antigo.
Do Egito Antigo, estudam-se os deuses que fizeram parte de sua religião e de seu sistema de iniciação no passado. Não apenas ali, mas também no Tibete e na Índia, os deuses fazem parte das crenças e dos processos iniciáticos.
Também é comum, pela influência cristã que exerce sobre o mundo, dar muita importância à Bíblia.
O Cristianismo também é estudado e valorizado dentro do misticismo e do esoterismo, inclusive por algumas escolas e religiões místicas que são cristãs.
Quando Moisés subiu a montanha e falou com o Criador de tudo, segundo a Bíblia e os ensinamentos cristãos, diz-se que Deus enviou as sete pragas ao Egito porque os egípcios cultuavam deuses. De acordo com esse livro do Cristianismo, existe apenas uma divindade.
Então, podemos perceber uma contradição: se os deuses são inexistentes, por que estudá-los?
Mas os deuses não são inexistentes, e estudá-los ajuda em nossa espiritualidade.
Os deuses são consciências criadas por Deus, que possuem qualidades do Criador, regem o universo e recebem, nas religiões, nomes, humanizações e mitologias.
Um deus em uma religião pode ser o mesmo em outras, com nomes, mitologias e humanizações diferentes.
Seres iluminados também são considerados deuses em algumas religiões; nesses casos, são seres humanos elevados.
No Espiritismo, diz-se que a Bíblia foi editada e que houve manipulação. Nada impede que coisas tenham sido acrescentadas ou retiradas desse livro sagrado.
Para o Catolicismo, era interessante que outras religiões fossem vistas como não recomendadas, a ponto de Deus enviar pragas, criando medo e aversão. Assim, quanto mais caminhos religiosos fossem rejeitados, mais o seu próprio caminho ganharia força, poder e recursos.
É interessante observar como, até hoje, a cúpula da Igreja vive em grande luxo.
A Bíblia é a junção de diversos livros, formando uma obra extensa. Entre eles, Êxodo é o livro que conta a história de Moisés.
No filme Êxodo, lançado no final de 2014 e início de 2015, a abordagem é diferente da narrativa bíblica: Deus envia as pragas ao Egito para libertar os escravos hebreus, e não por causa da crença dos egípcios.
Nesse filme, Moisés também não fala diretamente com Deus, mas com uma criança, o que remete à ideia de mediunidade.
Hollywood vem reinterpretando algumas histórias bíblicas, tornando os filmes mais interessantes e, nesse caso, mais humanos.
A história do Êxodo acaba estimulando o ego, porque apresenta uma crença — geralmente a de quem lê — como verdadeira, e a outra como falsa, a ponto de o próprio Deus condená-la e castigá-la, reforçando a ideia de que a crença cristã seria a correta.

 

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