Por: Ryath
Nós somos seres únicos, dos quais não existe outro igual, motivo pelo qual não temos que nos comparar com ninguém. Mas o que ocorre, na realidade, é a comparação o tempo todo para medir nossas qualidades. Os outros fazem isso conosco quando somos pequenos, e nós fazemos isso com nós mesmos no decorrer de toda a vida.
Mas, se somos seres únicos e incomparáveis, como o nome já diz, é ilógico nos compararmos, pois somos únicos, e cada pessoa é única.
O que agrava mais ainda a situação é que sempre tendemos a ver as coisas piores para nós, e temos uma grande dificuldade de enxergar o que há de bom. Então, na comparação, o outro tende sempre a ser melhor.
E, como temos tendência a nos desvalorizarmos mais do que a nos valorizarmos, se o outro é melhor, damos mais importância e atenção a isso; e, se somos melhores, damos menos importância e atenção a isso.
Não que devamos nos achar superiores, isso é ilógico, visto que somos únicos. Mas o que acontece é a nossa tendência a sempre vermos e valorizarmos mais o negativo. Assim, nossa autoestima sempre pesa para baixo, e precisamos nos sentir bem conosco mesmos.
Mas nos sentirmos bem com nós mesmos é fazer isso sem o ego, sem nos acharmos melhores ou piores do que ninguém.
É não comparar, pois cada pessoa é única.
Não comparar nunca e nunca parar para perceber ou pensar em coisas de comparação.
Precisamos entender que cada ser é único e incomparável, e podemos ser o melhor que podemos dentro de nossas capacidades, dedicação e limitações.
É dar o melhor de si no trabalho, mas sem fazer comparações.
É como um pai que compara os filhos: um é melhor na escola, o outro nos esportes e o outro é melhor de coração. Mas o pai valoriza mais aquele que vai melhor na escola e o coloca como superior aos demais.
Esses são seus valores diante do que a nossa sociedade exige, que é sermos capazes de ganhar o próprio dinheiro. Mas e a felicidade também? E a saúde?
O que é melhor de coração é mais feliz, e o que vai melhor nos esportes tem condições de ter boa saúde.
Não devemos comparar os outros, nem comparar os filhos.
Comparação é quase sempre ego.
Comparamos para nos sentirmos melhor ou para nos sentirmos pior, quando, na verdade, temos que valorizar o que temos de bom.
Então, é parar de olhar para o outro para medir a si mesmo e começar a olhar para dentro da gente, e aí obter as informações corretas sobre nós.
A comparação, via de regra, acaba com a autoestima ou estimula o ego.
Valorize sem depreciar o outro.
Aprecie a si mesmo e ao outro.
Aceite seus pontos positivos e negativos, pois é aceitando e assumindo que aquilo que é ruim dentro da gente vai se acabando. Essa é a magia do autoconhecimento.
Mas o positivo, não; ele permanece.
É enxergando o negativo que ele vai desaparecendo e se positivando.
Aceite-se completamente e aceite os outros.
Aceite o humor dos outros. Ele não tem relação com você, mas sim com o que o outro está sentindo, mesmo que ele o trate mal. A gente é que toma essas coisas para nós mesmos, achando que é pessoal, quando não é, pelo menos na grande maioria dos casos.
Sempre busque se enxergar, se olhar...
Aceite quem você é e quem o outro é. Assim, você será você mesmo e estará adaptado à realidade.





