Por: Ryath
No treinamento budista, aceitar a Vacuidade (Shunya) faz parte do caminho para o Nirvana, e nem sempre essa é uma verdade fácil de aceitar, pois trata do desapego de si mesmo.
Sim, para o Budismo, precisamos desenvolver um desapego de nós mesmos para nos iluminarmos e atingirmos o Nirvana, mas esse não é um desprendimento do amor.
Um grande e profundo amor é o próprio Nirvana, mas, para atingi-lo, precisamos de desprendimento, e isso nos dota de bondade.
Amor é tudo aquilo que sentimos como agradável e bom.
Acho que um grande exemplo de desprendimento de si mesmo é Jesus, que deu a vida para ajudar os outros. Isso é um grande amor.
Jesus ensinava que devemos amar os outros como a nós mesmos.
Alguns budistas discutem se Jesus era um iluminado, e esse desprendimento dele, assim como o seu amor, demonstra isso, o seu Nirvana.
Diferentemente das interpretações convencionais, a salvação à qual Jesus se referia era o que o Budismo chama de Nirvana.
O que o Budismo chama de sofrimento é um termo frequentemente mal traduzido, pois significa, na verdade, insatisfação. O Nirvana é a libertação de muitas insatisfações, mas, para isso, precisamos nos desprender de nós mesmos em muitos sentidos, principalmente do ego.
Pensar no outro, cultivar a bondade, o amor e o desprendimento de si: tudo isso está ligado.
O desprendimento nos livra das preocupações com as insatisfações pelas quais podemos passar. Assim, podemos ser mais felizes, viver o momento presente, desenvolver a atenção plena e viver o absoluto, que é o desfrutamento do único tempo que realmente temos: o agora.
O futuro ainda não temos, pois ainda não chegou, e o passado já passou.
A preocupação com o que pode acontecer ou o apego ao que já aconteceu nos tira o desfrutamento do momento presente e leva nossa mente para outro tempo.
É muito difícil viver o agora, mas isso faz muito bem e ajuda profundamente a termos uma vida feliz.
Felicidade é estar bem, e desfrutar o agora é aproveitar aquilo que é bom.
Assim como a preocupação ou a ocupação da mente com aquilo que já não temos mais, com o que já passou, causa sofrimento, mesmo que seja mínimo.





