Por: Ryath
O Budismo ensina que, através da prática do bem e das ações que beneficiam os outros, podemos atingir a iluminação.
Nossas ações são karma, e toda ação volta para seu executor. Se é boa, traz o bem; caso contrário, traz o mal.
Mas a conquista da iluminação não é feita somente por boas atitudes, mas também pela prática da concentração e da meditação.
Fazer o bem e estar concentrado em um único foco, que é a meditação, seja sentado, deitado ou realizando atividades, esse é o caminho ensinado pelo Buda através das Quatro Nobres Verdades.
Então, podemos refletir, a partir disso, sobre a importância do bem, pois existem seis vias do Nobre Caminho Óctuplo dedicadas ao cultivo do bem, seja por pensamentos ou ações.
As outras duas vias são dedicadas à meditação e à concentração.
O karma é a consequência de tudo o que fazemos. Então, praticando o bem, vivenciamos o bem.
Ao achar que pode beneficiar alguém com conselhos, faça isso, mas respeite o livre-arbítrio do outro em querer praticá-los ou não.
Existe um ensinamento muito legal sobre o karma, que é não nos apegarmos ao que fizemos no passado e que tenha nos trazido coisas ruins em nossa vida, mas sim nos apegarmos às nossas ações do presente, pois são elas que vão trazer o bem para nós, claro, se o praticarmos.
É importante, para a autoestima, não ficarmos nos maldizendo e pensando mal de nós mesmos pelo que fizemos de errado em outras vidas.
A autoestima tem tudo a ver com coisas elevadas e está intimamente ligada ao autoconhecimento.
Afinal de contas, aumentamos nossa luz no decorrer de nossas vidas. Justamente por isso, todo mundo começou sendo uma pessoa ruim, mas vai se tornando boa e extremamente boa quando atingir a iluminação, e vai continuar avançando e aumentando o bem dentro de si.
Não importa o que fomos ou fizemos; importa o que somos e fazemos.
Somente pessoas boas buscam a iluminação. Não todas, mas nenhuma pessoa ruim procura por isso, e só atingiremos o Nirvana se o quisermos.
Não atingimos a iluminação somente querendo, mas agindo, criando bons karmas e fazendo práticas espirituais.
O Budismo é profundo e não ensina a nos apegarmos ao que vivemos de ruim, mas sim ao que fazemos de bom.
Para o Budismo, não existe sorte ou azar; existem consequências kármicas.
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