Por: Ryath
Kant via que devemos fazer o bem pelo bem, e não por algum benefício pessoal, como a felicidade.
Porém, Kant, assim como Sócrates e Platão, ensina que a felicidade só é possível por meio do bem, mas que ela é uma consequência e não deve ser o objetivo principal.
O bem resulta em felicidade, mas, em sua moral, Kant ensina que a motivação para praticar o bem deve ser o próprio bem, e não outra coisa.
Para uma vida plena, Kant concluiu que o ser humano deve ter um propósito, algo para amar, expectativas e esperança.
O amor e o bem andam de mãos dadas.
Eu, em particular, acho que a felicidade é uma grande motivação para a pessoa aumentar o bem dentro de si, e que isso se consegue por meio do autoconhecimento.
Quanto mais uma pessoa se conhece, mais boa ela se torna e mais feliz tende a ser. Entretanto, essa felicidade pode ser atrapalhada por problemas e vivências ruins.
Kant tinha uma mente muito cética em relação ao espiritual. Desdenhava de místicos e médiuns, achando que eles tinham devaneios, e considerava que não era possível provar Deus por meio da razão. Isso diferencia sua obra da de diversos filósofos, entre eles Descartes, que apresenta uma filosofia voltada para provar a existência da alma e de Deus, o que considero brilhante.
Muitos filósofos desenvolveram formas de provar a existência de Deus por meio da lógica, algo que Kant considerava impossível.
Tanto filósofos religiosos quanto não religiosos utilizaram a lógica para formular provas filosóficas da existência de Deus.
E não para por aí: a ciência possui muitas pesquisas que mostram que o espiritual existe, mas que não são aceitas por preconceitos religiosos. Será que Kant não possuía esse preconceito?
Confira, no link abaixo, as provas científicas do espiritual.





