O Caminho de Iluminação Budista nos seus Diferentes Segmentos

Por: Ryath (Inspirado por Marcelinho)
Sidarta Gautama, aquele que chamamos de Buda, palavra que significa iluminado, santo, desperto etc., foi uma pessoa comum que atingiu a iluminação, não foi um Deus ou profeta divino.
Sendo assim, todos podem atingir a iluminação.
Buda, ao chegar à iluminação, desenvolveu uma técnica para que as pessoas também chegassem a isso.
Esse caminho é descrito como o Nobre Caminho Óctuplo, que consiste em fazer o bem e se abster do mal no pensamento, na fala, nas ações e no meio de vida.
O Nobre Caminho Óctuplo também consiste em estudar e aceitar os ensinamentos budistas, que são uma sabedoria, uma orientação e uma adaptação à transitoriedade das coisas, ao caminho místico, que é a Vacuidade, ao desprendimento de si mesmo, assim como à meditação, à prática da atenção plena e à dedicação em todas essas vias.
O Nobre Caminho Óctuplo leva ao autoconhecimento, e a iluminação é um nível muito grande do conhecimento de si.
Com o passar do tempo, o Budismo foi sendo introduzido em culturas e civilizações que adaptaram suas crenças e práticas às budistas. Por exemplo: o Zen está mais ligado à cultura da China e do Japão, enquanto o Vajrayana está mais ligado ao Tibete, com práticas muito e explicitamente esotéricas.
Enquanto no Zen a meditação é mais enfatizada no não pensar, no não fazer nada, mais ou menos assim, a prática do Vajrayana, o Budismo Esotérico, é mais voltada para meditações com visualizações de mandalas, onde você se mentaliza como sendo o santo ou o Buda específico que aparece nessa imagem sagrada, visualiza os símbolos que nela existem, faz mantras, utiliza música etc.
O Vajrayana também conta com muito poder da mente e mentalizações para conseguir o que se deseja, principalmente a iluminação.
No Vajrayana também existe uma meditação como no Zen, que pode ser feita junto com a prática ritualística da mandala ou separada dela, chamada Dzogchen, considerada muito elevada.
O Budismo Esotérico também conta com práticas de apoio, como, por exemplo, a Yoga, com suas posturas, chamadas de ásanas, e as respirações.
O Budismo Esotérico ainda tem Astrologia e práticas mediúnicas com Oráculos.
No Tibete, a Medicina também era muito ligada ao Budismo.
Enquanto o Zen Budismo foca na prática, prática, prática, e tem uma filosofia de não focar tanto nos ensinamentos, mas sim nas meditações e na atenção plena, principalmente.
Enquanto o Budismo Esotérico é conhecido por ser um caminho rápido, a meditação do Zen, o Zazen, que é semelhante à do Dzogchen, é conhecida como uma das práticas mais elevadas.
Tem também o Budismo Theravada, que é o Budismo praticado na época de Buda, de Sidarta Gautama, onde apenas monges praticavam.
Já no Budismo Esotérico e no Zen, os monges ajudam a comunidade não monástica a também praticar o Budismo e se autoconhecer para atingir a santidade, a iluminação ou o Nirvana, seja qual for o nome.
Por incrível que pareça, o Budismo surgiu na Índia, passou pelo território que hoje é o Tibete e, posteriormente, voltou para lá, absorvendo as práticas do espiritualismo local, o Bonpo, uma espécie de Xamanismo.

 

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