Por: Ryath (Inspirado por um grande anjo guardião)
A Psicologia, assim como o Budismo, afirma que o ego é uma ilusão.
O ego é nosso orgulho, cobiça, vaidade, soberba, inveja etc. São diversas coisas consideradas como pecados pelo Cristianismo.
Vamos nos ater ao orgulho e à vaidade, que colocam um indivíduo em destaque perante os outros.
Quando você tem um grande desprendimento do ego, o que acontece é que não importa estar acima dos outros (orgulho) ou ser bem visto (vaidade).
Quando a pessoa quer estar acima, ela quer ser reconhecida por algo que não é ou cria a ilusão de ser. Isso é um apego ou desejo pelo status.
É como as pessoas populares da escola, como acontece nos EUA, onde os atletas e as líderes de torcida são vistos como estando acima dos outros. Isso foi algo criado pela imaginação humana, que favorece um grupo e desfavorece outro, como o dos nerds, que são mal vistos.
O mesmo ocorre na Índia, onde os Dalits são vistos como a poeira dos pés de Deus (Brahman), enquanto a casta dos religiosos é vista como a cabeça do Divino (Brahman), colocando alguns como melhores e outros como piores.
Da mesma forma, nossa sociedade materialista, feita por pessoas apegadas ao material, coloca as pessoas que têm mais dinheiro como melhores e as que têm menos como piores.
Tudo isso é invenção da mente.
Até mesmo pessoas que se colocam como iluminadas, reencarnações de deidades, em nossa religião espiritualista que acredita em karma e reencarnação, isso também é uma invenção humana, pois, para o Universo, ninguém é desfavorecido. Todos são muito importantes e têm seu lugar nele; todos têm vida eterna.
O que acontece é que, para Deus, todos são igualmente importantíssimos. Ninguém é melhor do que ninguém.
Quando a pessoa desenvolve um grande desprendimento do ego, o que acontece é que não importa ser melhor do que ninguém. Mas a pessoa ainda precisa se sentir bem consigo mesma, então precisa de uma autoestima sem orgulho ou vaidade.
É possível ter uma autoestima sem ego, até que chegue um momento, muito mais para frente, em que o ser não pense mais em si mesmo. Então, não vai mais ter noções de autoestima; ele fica focado nos outros e no amor, vivenciando um amor extraordinário, de intensidade fantástica. É um paraíso maravilhoso isso.
Para uma vida mais feliz, precisamos nos centrar mais no amor, na simplicidade e na humildade, e menos no ego.
Não é importante ser “alguém” (com status), como dizem. É importante você ser você mesmo. Ou seja, não importa o que os outros pensam; seja você mesmo.
Não se importe em mostrar algo para ninguém. Aceite que cada um pode pensar o que quiser. O que importa é o que você realmente é.
Aceite você, as pessoas, as coisas, a natureza e o Universo exatamente como são. Isso é adaptação à realidade.





