A Metafísica de Nossa Mente, o Esquecimento de Nossas Vidas Passadas e o Perdão
Por: Ryath (Inspirado por Marcelinho)
Nós não nos lembramos de nossas vidas passadas por causa de um sistema de nosso cérebro.
O cérebro capta a mente; não é ele que produz os fenômenos mentais. Esses fenômenos mentais vêm das dimensões espirituais.
Temos sete corpos, incluindo o físico, e este vive no mundo material. Os outros vivem no mundo espiritual.
Sendo assim, as dimensões espirituais são as seguintes, e em cada uma delas vivemos com um de nossos corpos:
- Corpo Físico;
- Corpo Vital;
- Corpo Astral;
- Corpo Mental Inferior;
- Corpo Mental Superior;
- Corpo Búdico;
- Corpo Átmico ou Divino.
Cada um desses corpos vive em uma dimensão específica e, em todos eles, existe uma parte e uma contraparte espiritual, mental (raciocínio e imaginação) e sentimental (emoções, amor, felicidade e infelicidade).
Cada um desses corpos também possui suas próprias percepções da realidade. Dentro do corpo físico, nossa consciência fica menos expandida; porém, nos mundos espirituais, ela se expande muito mais.
O tamanho de nossa consciência depende do grau de nossa evolução espiritual.
A diminuição da consciência dentro de nosso corpo físico também faz parte do sistema que comprime nosso funcionamento psicológico, mas isso não é algo ruim, pois facilita a evolução espiritual.
Para quem ainda não atingiu a iluminação, a evolução espiritual é mais rápida no mundo físico.
Nosso cérebro cria uma dificuldade para lembrarmos de nossas vidas passadas. Entretanto, por meio da hipnose, podemos recordá-las. Além disso, pesquisas utilizando tomografia com pessoas em estado de meditação mostraram que as áreas do cérebro em atividade são as da memória, e não as da imaginação.
Isso acontece porque o cérebro ainda é muito mal compreendido no mundo físico. Assim, torna-se mais fácil entender que a mente é espiritual e que o cérebro funciona apenas como um sistema de captação de algo espiritual e divino.
É por isso também que não nos lembramos das viagens espirituais que realizamos durante o sono.
Nossos cérebros permanecem muito voltados para o mundo físico em que vivemos, mas nem por isso deixam de captar os outros seis corpos.
Assim, lembramos dos sonhos, mas recordar as viagens espirituais é muito difícil. Entretanto, isso pode acontecer, até mesmo com pessoas sem treinamento, principalmente quando precisam lembrar de algo que será importante para suas vidas e recebem auxílio dos espíritos que trabalham para a luz.
Sim, podemos receber muito amparo do plano espiritual enquanto dormimos.
É muito comum, muito mesmo, misturarmos nossos sonhos com as vivências espirituais que tivemos durante o sono.
Assim, o sonho se mistura à saída do corpo.
Porém, quando saímos do corpo por meio da meditação, permanecemos muito mais lúcidos em relação às nossas vivências espirituais.
Não nos lembrarmos de nossas vidas passadas enquanto estamos no corpo físico faz com que convivamos com pessoas com quem tivemos desavenças e inimizades como se tudo estivesse começando do zero.
Mesmo sem lembrarmos do que aconteceu, todas essas informações permanecem registradas em nossos registros akáshicos, que fazem parte de nosso inconsciente. Assim, podemos nutrir emoções negativas em relação a pessoas com quem tivemos conflitos e inimizades.
Por isso, para não precisarmos reencontrar essas pessoas em vidas futuras, o melhor a fazer é perdoar, e perdoar sempre, muitas e muitas vezes, até que todas as emoções negativas desapareçam.
Demonstrar amor às pessoas com quem não simpatizamos por termos tido problemas em vidas passadas pode ajudar muito. Entretanto, se essas pessoas forem mal-intencionadas, é importante não permitir que elas nos utilizem em benefício de seus próprios interesses.
Dar amor, sim, mas sem nos deixarmos usar pela má intenção dos outros.
O fato é que, para seguirmos nossa caminhada pela eternidade, é importante nos libertarmos dos vínculos negativos que mantemos com as pessoas. Precisamos superar isso, por mais que aqueles que nos prejudicaram tenham sido maus e nos causado sofrimento.
Reserve alguns momentos de sua semana para perdoar as pessoas que lhe fizeram mal.
Faça isso sempre. Isso traz muita evolução espiritual e nos torna mais felizes, livres de sentimentos pesados e negativos.
Precisamos abandonar nossas negatividades para nos tornarmos mais positivos, e isso resulta, naturalmente, em mais felicidade.
Muitas pessoas não sabem exatamente o que é felicidade ou possuem conceitos próprios sobre ela, mas não imaginam o quanto ela pode transformar nossa vida.
Nossa felicidade consiste nas emoções positivas que sentimos, aquelas que nos deixam bem, animados e experimentando sensações profundamente agradáveis. Ao encontrarmos um amor verdadeiro ou alcançarmos um grande autoconhecimento, atingimos o nirvana, a santidade, a iluminação ou a ascensão. Nesse estado, passamos a sentir coisas muito boas de maneira constante.
O autoconhecimento nos proporciona esse presente, que permanece conosco continuamente.
A felicidade é a melhor coisa que existe.
É sempre importante estarmos preparados para perdoar, pois isso pode nos proporcionar uma vida muito melhor, assim como praticarmos diversas outras atitudes que favoreçam nossa iluminação e nosso autoconhecimento.
Ser mais feliz nunca é demais.
Muitas vezes, nutrimos emoções em relação às pessoas que nos fizeram mal em outras vidas, mas essas emoções permanecem inconscientes, pois não as percebemos. Por isso, o melhor a fazer é perdoar e procurar realizar esse perdão pelo que a pessoa possa ter lhe feito em vidas passadas, mesmo que você não se lembre disso.
Procure também ficar em paz com essas pessoas, mas sem fazer tudo o que elas desejam. O importante é aprender a deixar para lá e perdoar sempre, perdoar tudo.
Perdoe sempre e perdoe tudo. Esse é um exercício que pode elevar muito seu espírito, e somente você pode realizá-lo. Esse ensinamento representa uma oportunidade prática de fazer algo que poderá lhe trazer muito bem.
Mas lembre-se: perdão não significa nenhuma destas três coisas:
- Dar uma nova chance;
- Permitir que o outro continue lhe fazendo mal;
- Ser obrigado a conviver com alguém que pode lhe prejudicar.
Você pode perdoar, desejar o melhor para a outra pessoa e, ainda assim, não querer mantê-la em sua vida.
Meu mestre ensina uma regra muito boa. Ele é dirigente espiritual, e nós atuamos na Umbanda, cuja missão é a caridade. Nela, o espírito incorpora para aconselhar e oferecer auxílio energético às pessoas que buscam atendimento. Assim, mesmo alguém que tenha nos prejudicado profundamente pode ser acolhido e ajudado durante o trabalho religioso. Entretanto, em nossa vida pessoal, essa pessoa não precisa conviver conosco.
Meu mestre ensina que, em nossa missão espiritual, não escolhemos quem iremos ajudar. Ajudamos a todos, dentro do que é possível fazer e de acordo com aquilo de que a pessoa necessita e merece.
Sem esquecer que, em nossa vida particular, a situação é diferente: convivemos com quem desejamos. Ainda assim, é sempre aconselhável perdoar a todos.
Fiquem com luz.
Seres de luz.





