O ESQUECIMENTO NA ENCARNAÇÃO DOS ILUMINADOS

Por: Ricardo Chioro
(Parte deste texto é canalizada dos Mestres Ascensos)
Nós aprendemos muitas coisas boas em nossas vidas através do conhecimento e da intuição. Mas, a cada encarnação, esquecemos tudo e começamos novamente o conhecimento do zero.
Os Mestres Ascensos também se esquecem de tudo quando encarnam e também têm que começar com novos conhecimentos.
Está certo que, por serem iluminados, são muito intuitivos, têm expansão da consciência e costumam ter vivências paranormais muito mais do que as pessoas comuns, mas, dependendo de sua missão, terão alguns tipos de vivências e não todas.
Assim, Mestres Ascensos leem, frequentam aulas e aprendem para formar seus conhecimentos. Eles podem fazer parte de qualquer religião ou ciência, podem trazer muitas inovações religiosas, científicas, criativas, artísticas e etc. para a Terra, mas boa parte do seu conhecimento é formada aqui.
Assim, eles também podem aprender crenças erradas e passar a ensiná-las, sempre, claro, com a melhor das intenções e visando o melhor, com muito amor. Claro que eles vão ensinar muita coisa correta e também fantástica, que melhorará a vida das pessoas.
Mas vamos ver: diversos iluminados reconhecidos pelo Esoterismo e pelo Espiritismo são santos famosos do Catolicismo, que eram católicos, como São Francisco e Madre Teresa.
E o Catolicismo é diferente do Espiritismo e do Esoterismo. Por exemplo: não acredita em reencarnação. Além dessa diferença, existem inúmeras outras.
Até os formadores de religiões sofrem influência de pensamentos religiosos anteriores aos deles. Por exemplo: Jesus era judeu, e Buda, hinduísta.
Buda trouxe diversos conceitos hindus para o Budismo, como os conceitos de karma, samsara, reencarnação — hoje em dia vista como renascimento, mas isso é algo mais recente; antigamente se falava em reencarnação —, Nirvana e etc.
Não estou falando que nenhum desses ensinamentos é errado, de jeito nenhum. Acredito em todos eles. Estou apenas usando isso para exemplificar que houve influência.
Mas Buda rompeu com o ascetismo do Hinduísmo. Tendo praticado isso, disse que não leva à iluminação. Então ele trouxe essa e outras inovações.
Estou escrevendo isso para que as pessoas entendam que os Mestres Ascensos também podem errar.
Nós temos que ser flexíveis como um bambu e aceitar que as religiões podem se enganar, mas que ainda assim podem ser verdadeiras e boas.
Veja o nosso texto “Provas do Espiritualismo”. Lá você verá provas relacionadas a diversas religiões e poderá constatar que elas têm fenômenos e aspectos verdadeiros, mas o que estamos querendo passar é que elas também podem ter falhas. Assim, não acharemos que a nossa religião é a única correta ou melhor do que todas as outras.
Todas as religiões verdadeiras oferecem caminhos para as pessoas se espiritualizarem, nos religam a Deus e ajudam em diversos tipos de problemas. Isso é o que importa.
As pessoas que atacam as crenças muitas vezes podem se utilizar de nossas falhas, criando conflitos e fazendo a pessoa perder a fé. Por isso, temos que ser como um bambu, que se dobra diante das ventanias e não se quebra.
Mas daí as pessoas dizem: “Mas os mestres não se lembram de suas vidas passadas? Ou da época em que viviam no mundo espiritual?”
Isso são vivências paranormais. Dependendo do mestre, ele pode ter muitas dessas vivências ou não, mas com certeza não verá tudo, sendo suscetível ainda a enganos aprendidos no mundo material.
Ele pode quebrar muitos mitos e trazer muitas verdades, mas ainda pode se enganar em algumas coisas.
Ele pode trazer muita coisa boa para a Terra através de dons paranormais, não apenas lembranças de vidas passadas, mas também outros dons.
No caso da mediunidade, o iluminado também pode ter animismo, que é quando, na mediunidade, o espírito está passando informações através de um médium, mas acaba, sem querer, passando informações nas quais o médium acredita, e não necessariamente as do espírito. Isso acontece quase sempre quando o desencarnado está passando informações que vão contra a visão de mundo da pessoa que ele utiliza para transmitir o conhecimento.
O iluminado também pode querer concluir algo sobre a informação que trouxe e acabar fazendo isso de forma errada.
Prega-se que o médium bom não erra, mas isso é um mito. Veja o nosso texto “Chico Xavier Quebrando Mitos”, que você entenderá melhor isso.
Claro que falamos de um aspecto negativo, mas ele costuma ser muito menor na obra de um ser desses de luz.

 

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