Por: Ricardo Chioro
Vendo diversos textos aqui na internet sobre o Nobre Caminho Óctuplo, percebo que os autores escrevem sobre as seis primeiras vias e, depois, quando falam da sétima e da oitava, dizem que elas são o autoconhecimento. Isso dá a impressão de que não levam em consideração que as outras seis vias também trabalham o autoconhecimento.
As primeiras seis vias dizem para fazermos o bem, não fazermos o mal, tanto mentalmente como fisicamente, vivermos com bondade e ética e nos mantermos assim. Essas coisas conduzem ao equilíbrio, e o equilíbrio traz o autoconhecimento.
As duas últimas vias dizem para termos atenção, concentração e meditação no que fazemos.
O Budismo, e o Taoísmo mais ainda, dão grande destaque à meditação, e as pessoas compreendem bem que a meditação e as coisas associadas a ela trazem o despertar da consciência, mas têm dificuldades em entender outras coisas.
O Budismo é claro ao dizer, nas Quatro Nobres Verdades, que o Nobre Caminho Óctuplo conduz ao Nirvana. Se é assim, então ele é o caminho completo; não existem vias à toa.
O que conduz ao Nirvana é o autoconhecimento. Então, o Nobre Caminho inteiro conduz ao Nirvana.
É importante entendermos que as seis primeiras vias são importantes e até mais bonitas do que a concentração e a atenção.
No caminho para atingirmos a iluminação, não podemos deixar de fora as seis primeiras vias.
O estado de iluminado é uma bondade imensa. Não conseguimos atingir isso sem bondade.
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