O Misticismo do Zazen

Por: Ryath
O Zazen, a meditação do Zen Budismo, tem objetivos bem elevados, como a integração entre si mesmo e o universo, ou tudo o que existe; isto é, sentir-se integrado com a totalidade existente, ter a consciência da coletividade, sentir-se fazendo parte de tudo o que existe e não se ver mais como um indivíduo separado de tudo.
A experiência mística do Zazen, assim como o objetivo de conquistar uma mente coletiva — que é uma mente que se sente integrada a tudo —, é o objetivo maior, conquistado com o autoconhecimento.
No Zazen, podemos experimentar enxergar a mente com seus pensamentos e emoções, mas sem apego; e, quando a mente vai se compreendendo, adquirindo conhecimentos sobre si mesma, ela vai se ampliando, até ir além de si, atingindo a expansão da consciência.
Na expansão da consciência, o que acontece é que nossa mente vai além de si mesma e, em um nível de paranormalidade, pode atingir outras mentes, também trazendo informações sobre elas; e, assim, em um estado elevado — que é sempre pautado por boas intenções, com amor, compaixão, generosidade, empatia etc. —, passa a ter informações que podem ajudar o outro. E, tendo compreendido a si mesma, isso também ajuda a encontrar soluções para os problemas do outro.
Buda dedicou sua vida ao ensinamento espiritual, aconselhando as pessoas.
Buda era um meditador nato e, até onde conhecemos suas histórias, atingiu a mente coletiva, a expansão da consciência — que também podemos chamar de iluminação — por meio da meditação.
Existem outros caminhos de expansão da consciência, mas, no Zen, o principal é a meditação; inclusive, o nome Zen significa meditação, e o nome Zazen significa meditação sentada.
Meditar é aprender sobre si mesmo, mas também aprender a ir além de si mesmo.
Existe uma ciência que estuda a mente indo além de si mesma, que é a Psicologia Transpessoal, que também ensina, por incrível que pareça, mesmo sendo uma ciência, com explicações que unem a consciência à física quântica, que a consciência é infinita e não acaba com a morte.
Tudo é energia, inclusive a mente, que é mensurável; mas a energia nunca acaba, como ensina a ciência, apenas se transforma.
A mente é energia que não acaba com a morte, pois a energia nunca se extingue.
O Budismo e o Zen ensinam sobre a infinitude da existência; assim, existem muitas semelhanças entre a Psicologia Transpessoal e o Zen Budismo.
Nem todas as escolas do Zen ensinam isso; existem algumas que não.
Inclusive, algumas técnicas de terapia da Psicologia Transpessoal englobam a meditação, que nos proporciona a expansão da consciência; e essas práticas são curativas, pois curam a mente.
Fiquem com luz.
Seres de luz.

 

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