Por: Ryath
As coisas espirituais e elevadas têm os seus prazeres, assim como as coisas do mundo material, ou mundanas, também têm os seus, assim como as relacionadas ao ego.
Muitos condenam os prazeres mundanos e do ego como se fossem todas as formas de prazer, mas não reconhecem as coisas elevadas como formas de desfrute.
A força do amor tem seus prazeres, que são, por si só, elevados.
Os sentimentos elevados trazem prazeres.
Existem filosofias que condenam todos os prazeres mundanos, como o ascetismo, por exemplo.
Existem também filosofias que condenam todos os prazeres do ego.
Apesar de não ser indicado o vício nos prazeres mundanos, e embora os prazeres do ego, às vezes, possam ser necessários — como a vaidade ou o orgulho, em alguns momentos, para levantar uma autoestima abalada —, isso não significa que não devemos continuar trabalhando o desprendimento do ego por meio do autoconhecimento.
O autoconhecimento é o que nos liberta do ego.
Em certos momentos, uma pessoa pode ter a autoestima ferida por questões ligadas ao ego, como alguém que foi menosprezado no amor por outra pessoa que não a valorizava. Essa pessoa pode passar a sentir que não tem valor; mas, então, quando alguém lhe dá importância, isso pode estimular sua vaidade ou ego, ajudando-a a recuperar seu autovalor.
Não estou dizendo que todo autovalor esteja ligado ao ego, mas que a vaidade ou o orgulho podem, em alguns momentos, contribuir positivamente.
Claro que estimular demais o ego não é bom, pois isso pode tornar a pessoa arrogante.
Sobre os prazeres mundanos, como o sexual, por exemplo, o vício neles é prejudicial, pois chega um momento em que precisamos nos desprender deles. Após a morte, por exemplo, não poderemos satisfazer o mesmo tipo de prazer sexual que tínhamos quando encarnados; assim como, com o passar da idade, a libido tende a diminuir. No vício, a pessoa desenvolve uma necessidade mental por algo que vai se enfraquecendo com o tempo.
Nesse contexto, o desprendimento faz todo sentido, pois não significa deixar de viver ou aproveitar algo, mas sim conseguir viver bem mesmo na ausência desse algo.
Sem falar na ética da conduta sexual, na qual a fidelidade é uma referência importante, e não devemos ferir os sentimentos dos outros.
São todas considerações a se levar em conta.
O prazer espiritual é bom, assim como o prazer mundano pode ser bom muitas vezes, e os prazeres do ego, ocasionalmente.
Buda não foi contra toda satisfação mundana, divergindo do ascetismo. Ele ensinou o caminho do meio, no qual devemos equilibrar a satisfação de alguns desejos mundanos e evitar outros, mantendo o equilíbrio.
Sobre os prazeres do ego, independentemente deles, devemos trabalhar para nos libertar do ego, por meio do autoconhecimento.
Autoconhecimento também é reconhecer o ego, o orgulho, a vaidade, a inveja, a soberba, a cobiça, entre outros aspectos.
E não devemos deixar o ego muito estimulado, buscando manter a simplicidade e a humildade de caráter.
A palavra-chave é bom senso.
Fiquem com luz
Seres de luz




