Por: Ryath
A autoestima é a junção de duas palavras: auto e estima.
“Auto” significa você mesmo, e “estima” significa respeito, admiração, amor, valorização, compaixão e afeto.
Autoestima é sentir amor, respeito, afeto, admiração e compaixão por você mesmo.
Ao contrário do que algumas pessoas pensam, ter estima por si mesmo não é uma coisa do ego, mas da espiritualidade.
Pessoas egoístas, ou seja, seguidoras do ego, não gostam de amor, compaixão e afeto, nem pelos outros, nem por si mesmas. Elas fogem dos bons sentimentos, porém se acham o máximo, mas no sentido de se considerarem superiores aos outros. Muitas pessoas altruístas também têm esse defeito, pois foram contaminadas pela influência de pessoas negativas.
Pessoas positivas gostam de sentimentos bons; já as negativas, não. Seus emocionais são vazios ou negativos.
Ter estima por si mesmo não significa se achar superior. Não é vaidade ou orgulho, é amor, e o amor nunca é egoísmo. Pelo contrário, o amor é o que nos leva a fazer o bem para nós mesmos ou para os outros.
Existe uma confusão entre ego e estima. As pessoas confundem essas coisas porque as crenças dizem para nos importarmos com os outros e sermos desprendidos de nós mesmos.
As pessoas acham que tudo o que é voltado para si mesmo seja ego, mas não é.
A nossa saúde mental e o nosso equilíbrio necessitam que tenhamos bons olhos para conosco mesmos. Isso não significa negar nossos defeitos; isso, sim, é um ato que nos afasta do desenvolvimento espiritual.
A autoestima nos dá muita força para enxergarmos nossos próprios defeitos, o que traz autoconhecimento, pois, quando a pessoa olha para si e vê o que existe de negativo, ela também passa a saber que existe muita coisa boa e valorosa em si mesma. Então, consegue suportar seus defeitos.
Nada que é perfeito encarna. Essa é uma famosa frase mística.
Então, cada ser humano é único e tem suas próprias qualidades e defeitos. Humanismo é reconhecer isso.
Os defeitos melhoram quando os vemos, e, quando os enxergamos totalmente, eles deixam de existir. Isso é desenvolvimento da consciência, um ato que melhora muito nossa vida, e estamos aqui para isso.
Achar-se inferior aos outros cria uma necessidade de nos valorizarmos. Então, assim, são criados vários tipos de orgulho e vaidade para suprir essa necessidade. Porém, o amor por si mesmo só vem com o autoconhecimento, com as informações boas sobre nós mesmos, e isso tem que ser muito valorizado.
Os Mestres Ascensionados se amam. Isso faz com que valorizem tudo o que têm e o que são, mas não com orgulho, vaidade ou arrogância. Eles não gostam de se achar melhores do que ninguém e, por isso, nunca se comparam aos outros.
Eles têm um desprendimento de si mesmos, sem deixar de se amar.
Os Mestres Ascensionados podem ter problemas de autoestima. Isso pode trazer algum sofrimento a eles, mas, quando transformam esse problema, passam a se amar, valorizar, gostar de si mesmos etc.
Para se desenvolver espiritualmente, deixe de fazer comparações, achando que os outros são melhores do que você ou que você é melhor do que os outros. Essas questões não são boas; são ruins. Ninguém é igual a ninguém. Cada ser humano é único e tem seus valores e defeitos.
Procure se relacionar com quem valoriza você como você é.
Um exercício para se amar mais é muito simples: diga todos os dias, três vezes, em horários diferentes:
“Eu me amo e me valorizo.”
Faça esse exercício sempre e tenha total confiança nele.
Desenvolver o autoamor é se desenvolver espiritualmente.
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