Por: Ryath
Vaidade não é autoestima, nem orgulho. Existe essa confusão, esse engano. Portanto, fazer academia para ficar sarado, vestir-se bem, ir ao cabeleireiro, fazer plástica ou cuidar da aparência física não significa ter estima por si mesmo.
A autoestima é uma qualidade interna; vem de dentro para fora, e não de fora para dentro.
Sentir-se melhor do que os outros e se importar com a superioridade também não têm nada a ver com ter estima por si mesmo. Isso pode mostrar justamente o contrário: sentimentos de inferioridade inconscientes levam a esse tipo de comportamento.
Não busque a superioridade, mas sim valorizar-se, amar a si mesmo e reconhecer suas qualidades, sem nunca se comparar aos outros. É de você para você mesmo.
Muitas vezes, pessoas que passam a imagem de serem alegres, confiantes e que ajudam os outros podem estar querendo se mostrar. Isso não é sinal de autoamor, mas o contrário: uma insegurança em relação a si mesmas, uma fragilidade revestida e o desejo de reconhecimento e aprovação externa.
A autoestima nos deixa seguros, e não inseguros.
A inveja também pode ser um sinal de baixa autoestima, pois desejar o que é do outro ou querer ser como ele é uma forma de não se valorizar ou de não valorizar o que se tem. Portanto, para combater esse sentimento, valorize a si mesmo e tudo o que você tem de bom, sem querer ser melhor do que ninguém.
Duvidar de si mesmo, de sua capacidade e de seu valor é uma característica de insegurança. É algo negativo perante si mesmo e também é falta de estima por si próprio.
Não confiar em sua opinião e confiar na dos outros é uma forma de duvidar de si mesmo. Assim como falamos no parágrafo acima, busque desenvolver a autoconfiança.
Sofrer bullying é uma forma de interiorização e causa sentimentos de inferioridade, geralmente inconscientes, ou seja, dos quais não temos consciência e que não percebemos. Isso pode causar orgulho e arrogância como uma forma de compensação.
Ter características de perfeccionismo, buscar agradar sempre e querer reconhecimento também significa ter sentimentos de inferioridade inconscientes.
Assim como confundir autoestima com vaidade, gostar de si mesmo e amar a si mesmo são atitudes comumente e erroneamente vistas como egoísmo ou como uma grande influência do ego. É como disse um amigo meu certa vez:
— Morre por dentro quem deixa de se achar especial de alguma forma.
É importante buscarmos nos valorizar. Isso não é coisa de baixa espiritualidade, mas sim de alta espiritualidade, desde que não nos sintamos superiores nem busquemos a superioridade.
O remédio para tudo o que falamos sobre baixa autoestima é o autoconhecimento. É através dele que a autoestima é alcançada. É um trabalho interior.





