Por: Ryath
(Texto inspirado e intuído pelos Mestres da Luz)
Os espíritos de cada linha de trabalho na Umbanda se apresentam de uma forma diferente. Assim, os espíritos especialistas em cura emocional — que são sábios, possuem conhecimento e afinidade para atuar dessa forma —, especialmente aqueles que iniciaram esse trabalho, reuniram-se e decidiram se apresentar dessa maneira.
Na Umbanda, os espíritos se manifestam de forma simbólica, de acordo com o que são e com o que fazem.
Sabemos que o idoso é um símbolo de sabedoria, e que os seres da raça negra, segundo esse simbolismo, são associados à longevidade.
Esse é o simbolismo dos Pretos Velhos: são muito sábios, assim como as figuras dos sábios orientais, muitas vezes representados como anciãos.
Muitos desses seres que se apresentam na Umbanda como Pretos Velhos tiveram encarnações na escravidão, mas muitos outros não. São seres muito evoluídos espiritualmente, com grande sabedoria e profundo conhecimento do campo emocional humano, o que os torna muito aptos a atuar na cura desse aspecto interior.
A sabedoria não vem apenas da mente, mas também do coração, que é a sede dos sentimentos positivos. Se soubermos escutá-los, podemos encontrar muitas respostas.
O coração não mente; quem se engana somos nós, quando achamos que o escutamos, mas, na verdade, não o fazemos.
É sempre muito importante tentarmos ouvir nossos sentimentos e compreender o que eles dizem sobre cada situação da vida.
Os Pretos Velhos, antes de incorporar, assumem uma forma astral de anciões negros e, depois, se ligam aos seus médiuns para realizar o atendimento.
São muito carinhosos — característica do amor — e caridosos, como são os mentores espirituais.
É agradável receber atendimento com os Pretos Velhos, mas sem esquecer que todas as entidades da Umbanda são importantes, e cada uma atua melhor dentro de sua especialidade.
Os negros que foram escravizados não tinham praticamente nada em suas vidas, apenas seus emocionais. Ao se apegarem profundamente a eles, acabaram fortalecendo sua espiritualidade e, segundo essa visão, atingindo o Nirvana.
Ainda assim, foi uma experiência espiritual muito sofrida, embora tenha resultado, posteriormente, em grande felicidade, pois o Nirvana é compreendido como um estado de plenitude.
Mas não precisamos passar pela escravidão para nos apegarmos ao nosso emocional. Esse caminho pode trazer mais felicidade às nossas vidas, além de contribuir para o desenvolvimento espiritual.
Seria muito positivo se reservássemos um momento, ao menos uma vez por semana, para criar o hábito de nos conectarmos com nossos emocionais positivos. Isso nos traz felicidade, pode ser um caminho para o Nirvana e nos torna mais sábios com o tempo.
Quem sabe, ao seguirmos esse caminho, no plano espiritual possamos nos unir a esses seres na Umbanda para realizar trabalhos de cura.
Ainda assim, a sabedoria desses anciãos vai além do Nirvana. São seres de grande espiritualidade, mas todos nós, com a evolução espiritual, podemos alcançar níveis semelhantes — e até ir além. Eles também continuam evoluindo. Somos todos aprendizes e professores, compartilhando aquilo que sabemos e podemos ensinar.




