Os Dragões no Budismo

Por: Ryath

(Texto inspirado e intuído pelos Mestres da Luz)

Os dragões são considerados seres espirituais reais no Budismo e aparecem em muitos Sutras, que são as escrituras da religião budista, assim como a Bíblia é para os cristãos.

O conhecimento sobre os dragões se mistura com mitologias e também com ensinamentos espirituais.

Os dragões são vistos como guardiões dos ensinamentos budistas. Isso mostra que são seres benevolentes, que ajudam o mundo e, principalmente, a humanidade. Mas essa não é sua única função, pois eles também simbolizam abundância e transformação.

Os dragões são seres celestiais muito auspiciosos, ou seja, trazem bons presságios. Eles representam fertilidade, proteção, providência, poder e sabedoria. São considerados Budas muito avançados espiritualmente.

O país do Butão, por exemplo, já foi chamado de “Terra dos Dragões”, e seu povo de “Povo da Terra dos Dragões”.

Em alguns templos budistas, existem os chamados “portões dos dragões”, que simbolizam a passagem espiritual. Quando alguém se torna um verdadeiro monge, atravessa simbolicamente esse portão.

Os dragões não são acreditados apenas no Budismo, mas também em várias religiões orientais, esotéricas e místicas do Ocidente.

No Budismo, existe a prática de cantar mantras para os Oito Reis Dragões, especialmente no período da manhã.

Os dragões aquáticos vivem simbolicamente no fundo dos mares, rios ou cavernas. Eles não são vistos no mundo físico, pois são seres espirituais.

Os dragões da água estão ligados às nuvens e à chuva. Isso representa os problemas e dificuldades da vida, mas também a transformação desses sofrimentos em crescimento espiritual.

Existem também os dragões voadores, que simbolizam a realização pessoal e espiritual.

No Budismo Esotérico Japonês (Shingon), os dragões são considerados o veículo do Buda Vairocana, o Buda primordial, visto como a essência divina.

Os dragões representam energias muito positivas, sendo considerados extremamente bons e benéficos.

Eles também são conhecidos por ajudar na natureza: nas colheitas, nas plantas, nas árvores e até na chuva, que é essencial para a vida.

Na tradição tibetana dos Drukpas, os dragões são tudo, pois tudo é energia, e os dragões simbolizam essa energia.

Na origem dessa linhagem, seu fundador teve uma visão de nove dragões voando pelo céu. Ele levou essa visão muito a sério e decidiu construir seu templo no local onde teve essa experiência.
A palavra Drukpa significa “Dragão”.

A forma dos dragões mistura elementos de vários animais: escamas e bigodes de carpa, corpo de serpente, garras de águia. Por isso, eles podem nadar na água, voar no ar e andar na terra.

Na água, os dragões simbolizam fertilidade, adaptação e flexibilidade.
Na terra, representam abundância, riqueza e prosperidade.
Nos céus, simbolizam sabedoria, liberdade e visão ampla da realidade.

As corcundas dos dragões representam montanhas, simbolizando força, poder e grandeza.

Nas mãos dos dragões, geralmente aparece uma pérola, que simboliza o coração da iluminação e a sabedoria da realização espiritual.

O rugido dos dragões representa o despertar da ignorância.
O fogo que eles cospem simboliza a bondade amorosa e a sabedoria, que queimam os sofrimentos e levam à iluminação.

Esse fogo também destrói a ilusão de que a realidade é fixa e permanente. No Budismo, tudo é interdependente e está em constante transformação.

Por isso, os dragões representam essa verdade espiritual e são vistos como protetores das pessoas boas e do caminho da iluminação.

 

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