O Sincretismo da Umbanda e um Segredo do Catolicismo

Por: Ryath
O sincretismo da Umbanda com o Catolicismo não foi uma associação criada por essa religião brasileira das divindades aos santos católicos, mas sim a descoberta das forças que a Igreja já cultuava por meio das imagens.
Por trás de cada religião existem mistérios. Através do culto da própria Umbanda, ao cultuar os Orixás, existem consciências vivas por trás deles, com qualidades divinas.
Assim:
Oxalá e Oiá são divindades da fé.
Oxum e Oxumaré são do amor.
Oxóssi e Obá são do conhecimento.
Xangô e Egunitá são da justiça.
Ogum e Iansã são da Lei.
Obaluaiê e Nanã são da evolução.
Yemanjá e Omulu são da geração.
Sendo assim, na África antiga, criaram-se nomes, mitologias e humanizações para lidar com essas consciências administradoras da fé, do amor, do conhecimento, da justiça, da Lei, da evolução e da geração, assim como diversas outras culturas e religiões fizeram em seus continentes.
No Catolicismo, não se criaram figuras mitológicas para lidar com essas energias divinas vivas, mas sim se utilizaram as imagens dos santos para representá-las, pois foi a forma de culto escolhida.
Assim, a figura de Jesus é escolhida para lidar com a fé; a de São Jorge, para lidar com a Lei; a de São Sebastião ou Santo Antônio, para lidar com o conhecimento; a de São Jerônimo ou São Pedro, para lidar com a justiça; Nossa Senhora da Conceição, dos Navegantes ou da Glória, para lidar com a geração; Nossa Senhora Aparecida ou das Candeias, para lidar com o amor; São Lázaro ou São Roque e Santa Ana, para lidar com a evolução, entre outros.
Cada santo existente no culto do Catolicismo está ligado a uma consciência criada por Deus que administra uma força divina na existência, seja da fé, do amor, do conhecimento, da justiça, da Lei, da evolução ou da geração.
Esses são os santos com os quais a Umbanda faz o sincretismo, mas, dentro do Catolicismo, todos os santos cultuados estão ligados a alguma divindade.
A Umbanda retomou esse rito do Catolicismo, que é oculto, pois os rituais e suas funções são ocultos.
No Budismo, o mesmo ocorre: seus iluminados, que correspondem aos santos, fazem ligações com as divindades e também são chamados de divindades, deidades ou Budas.

 

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